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Os Dois Guerreiros

30/12/2019

Reflexão banhada a Incubus. Fica melhor se você der o play:



Dentro de mim existem 2 guerreiros.

Um é preocupado, amedrontado, pessimista, espera sempre pelo pior. Tem medo do desconhecido e acredita que nunca vai estar totalmente preparado para o que vier.

Ele não é necessariamente mau. Ele faz o que pode. Encara o medo, sua frio, fecha os olhos e se agarra num fiapo de esperança de que Deus exista, embora ele às vezes tenha suas dúvidas. Ele não acredita em si mesmo, acha que pode fraquejar a qualquer momento. Fica facilmente impressionado e se deixa abalar pela menor das más notícias. Ele é escravo da sua mente. Deixa que ela domine seus sentimentos e seu corpo.

Ele precisa ser liberto.

O outro guerreiro é alegre, sempre bem humorado. Aceita que não tem controle sobre a vida e recebe o que quer que o mundo lhe traga de braços abertos e com um sorriso no rosto. Ele não sente medo. Ou sente, mas não o suficiente para que ele mude a menor de suas decisões. Esse guerreiro tem fé no mecanismo e sabe que Deus está com ele, seja lá de qual forma Ele use. Ele não se sente um mestre, mas ousa acreditar que, de vez em quando, experimenta a iluminação. Ele sabe que não é responsável pelas mazelas do mundo, mas não é indiferente. Simplesmente faz a sua parte o melhor que pode. Ele é seu melhor amigo e tem sua mente sob controle. Ele não precisa entrar em nenhuma batalha, simplesmente porque ama o mundo, a paz e a vida e qualquer agressão seria uma afronta a essa grande Beleza.

Ele precisa libertar o outro guerreiro.

Não precisa matá-lo. Precisa treiná-lo. Precisa ensiná-lo a domar o medo. Tê-lo sob suas rédeas. Precisa mostrar a ele como libertar-se da insegurança da falta de controle. Precisa que ele entenda que o medo pode existir, mas nunca estar no comando. Precisa que ele entenda que nunca houve controle.

E ele fará isso.

Porque ele ama o outro guerreiro.

Ele sabe que, por mais diferentes que sejam, eles na verdade são o mesmo.

São parte do todo. São parte de tudo.

Os dois juntos, como tudo no mundo, são parte da grande Beleza.

E o outro guerreiro - o covarde, porém esperançoso - vai aprender.

Vai se esforçar, vai resistir, mas vai aprender.

Vai andar um passo depois do outro. Vai viver um dia de cada vez.

E nunca vai desistir.

O guerreiro "mestre" será paciente. Vai sorrir a cada lição, como sempre faz. Se preciso, ele repetirá mil vezes cada lição. Mesmo que ele morra tentando ensinar seu amigo, ele sabe que terá valido a pena.

Vai dar certo. Sempre dá, ele sabe.

"Ultimamente, estou começando a achar
Que deveria seu eu atrás do volante.
O que quer que o amanhã traga
Estarei lá
De braços abertos e olhos abertos"
(Drive)

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