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Para celebrar o Natal: 7 bons Rocks sobre Jesus

24/12/2016

Muita gente sabe que o Natal não tinha originalmente nada a ver com Jesus Cristo. Se você não sabia disso, vou resumir a coisa para que você não fique tão em choque: desde séculos antes da chegada do Filho do Homem, os europeus celebravam o Yule. Uma das festas mais importantes para as crenças pagãs da região, o Yule celebra o solstício de inverno e começava por volta de 21 de Dezembro e ia até os primeiros dias de janeiro. Como nós estamos no hemisfério sul, a data que celebra o solstício de verão por aqui é a Litha.



A associação do Yule com o aniversário de Cristo foi mais um caso do que os historiadores chamam de Sincretismo Religioso, onde tradições diferentes se mesclaram com o tempo.

Apesar dessa pequena nota histórica, é inegável que a figura do Messias esteja fortemente associada ao Natal no mundo moderno. E, sendo o Rock, uma das muitas expressões artísticas do nosso tempo, ele também tem seu punhado de canções de falam de religião, Deus e, mais precisamente, Jesus Cristo.

Pensando nisso, para celebrar o Natal como o conhecemos atualmente, separei aqui alguns Rocks dos bons que falam de Jesus. Afinal nem só de preto, trevas e drogas vive o Rock.

Skid Row - Quicksand Jesus

Uma pérola presente no segundo e mais famoso álbum do grupo que tinha Sebastian Bach nos vocais, Quicksand Jesus tem uma sonoridade madura e pesada. Foi uma das canções que marcaram o posicionamento mais elaborado e pesado do Skid Row ao contrário do Hard Rock rápido e grudento do primeiro disco. Com uma letra profunda, Quicksand Jesus fala sobre um pedido de ajuda direto ao Filho de Deus. De acordo com Rachel Bolan, autor da canção, muita gente achava que a música se tratava da perda da fé, mas era justamente o oposto: agarrar-se em algo para manter-se na batalha. No final da obra, em mais um refrão, Sebastian Bach emociona com os versos: "Areia movediça, Jesus! Estou tão longe sem você. Areia movediça, Jesus! Eu preciso de você, eu acredito em você".



Led Zeppelin - In My Time of Dying

Na minha humilde opinião, umas das Top3 do Led Zeppelin. In My Time of Dying é viajante, progressiva, de ritmo envolvente e poderoso. A bateria do Bonzo é um show à parte e a letra é outro show. Nela, um homem ou muito sábio ou em estado de delírio provocado por substâncias alucinógenas, descreve o que ele prevê para sua própria morte. Isso com direito à enterro, visões celestiais, anjos marchando e, num dos pontos altos da peça, um chamado fervoroso por Jesus, no qual Robert Plant dá um show (embora eu tenha por muito tempo acreditado que ele dizia "Matilde" em vez de "My Jesus")



Doobie Brothers - Jesus is Just Alright

Um dos Rocks mais alegres e conhecidos que falam de Jesus. Está aí para provar que essa parada de música do diabo é conversa de recalcados doidos para terem coragem de se tatuarem e ficarem chapados. Originalmente gravada pelos Byrds, a canção ficou famosa nas mãos dos Doobie Brothers, grupo americano de country rock que conseguiu criar um ritmo dançante e alegre para cultuar Jesus. Sem soar piegas, mas devidamente Rocker o grupo nos convida a cantar: "Jesus, está tudo bem comigo, não me importo com o que eles possam dizer, não me importo com o que eles possam fazer. Jesus, esta tudo bem comigo"



Black Sabbath - After Forever

Aclamados em seus mais de 40 anos de história pelas letras caracteristicamente macabras, o Black Sabbath também sabia fazer canções reflexivas e, vez ou outra falar de Deus. Em After Forever, o grupo cria um balanço como sempre impecável. A guitarra de Tony Iommi permanece fritando ao fundo um ritmo poderoso junto a bateria de Bill Ward. Ozzy declama uma poesia interessante sobre o que há depois da morte. Com versos profundos e reflexivos, o cantor conclui o refrão dizendo "Pessoas deviam saber e não criticar, que Deus é o único caminho para o amor". O fato dos caras terem, apenas 2 discos antes, feito uma canção onde o eu-lírico era o próprio Lúcifer, só mostra o talento dos caras para nos fazer viajar nos mais variados temas, sejam de luz ou de trevas.



ZZ Top - Jesus Left Chicago

Uma bluseira da boa, do começo da carreira do ZZ Top que conta como Jesus saiu de Chicago, seguiu para New Orleans e passou por vários lugares espalhando milagres e inspiração. A letra conclui com versos interessantes: "Você não pode vê-lo, mas ele vai te ver do mesmo jeito. Não precisa se preocupar pois ele sabe cuidar das coisas". Instrumentação de alto nível, como seria de se esperar do ZZ Top, com um background viajante, daqueles de ficar balançando a cabeça e pensando nas estradas e nas eventuais viagens de Harley Davidson na tentativa de encontrar o Filho do Homem.



Ian Gillan - Jesus Christ Superstar

Pouca gente sabe, mas Ian Gillan, vocalista do Deep Purple que emoldurou na história hits como Smoke on the Water e Perfect Strangers (para citar apenas dois e não deixar esse texto mais longo que um livro do Game of Thrones) foi o vocalista da versão em disco da peça Jesus Christ Superstar de 1970. A peça é famosa e muita gente já assistiu no teatro ou até mesmo a versão cinematográfica. Mas poucos tiveram a chance de escutar Ian Gillan arrebentando nas canções do álbum. Escolha perfeita para o papel de Jesus,a final se havia uma voz com nível celestial na Terra, o dono da voz seria GIllan. Gethsemane é uma das amostras do poder do cara justamente no momento mais dramático e triste da história do Messias: o momento de fraqueza em que ele tenta se livrar do fardo que o Pai o imcumbiu.



Jorge Ben - Brother

Se tem um cara que sabe, como ninguém, mesclar música e religião, sem soar forçado, piegas ou cafona, é Jorge Ben. Acredito que tal façanha se deva ao fato do cara ter sempre abordado as mais diversas facetas da fé, e não abraçado cegamente uma única crença. Ben é um sábio e, como bom sábio, sabe que não existe uma única verdade, um único caminho até Deus. Ele criou verdadeiras canções-orações como Jorge da Capadócia e Velhos, Flores, Criancinhas e Cachorros, mas é dele também Errare Humanun Est, preciosidade sobre os deuses astronautas e Hermes Trismegisto e sua Célebre Tábua de Esmeralda, obra-prima sobre alquimia, temas estes que estão entre os preferidos para uma lista negra da heresia elaborada por algum religioso fervoroso. Ou seja, Ben passeia com suingue e maestria por temas aparentemente contraditórios, mas que, no final do tempo e espaço onde só existe Deus, fazem todo o sentido. Brother é mais uma canção religiosa onde o grande Ben declama (dessa vez em inglês) seu amor e respeito pelo mestre dos mestres: Jesus. Melhor verso: "Jesus Christ is My Lord. Jesus Christ is my friend".



Espero que tenham gostado do especial.

Feliz Natal e Tudo de Rock ;)



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