Mais um livro do Andarilho

Viver minha vida

13/06/2016

Alguns dias no lugar mais bonito do mundo com as músicas mais alegres que existem

Peço desculpas ao leitor que, apesar das inúmeras dificuldades, distrações e artigos interessantes, ainda insiste e acredita no meu blog. Tenho tido um pouco de dificuldades de postar com regularidade, devido à um curso que estou fazendo, além dos sempre presentes projetos paralelos. Um deles é o meu segundo livro que, se Deus quiser, chega no ano que vem.

Sem filtro. Sem Photoshop.

Mas como a música não pode parar (ela pode até ficar lenta, mas nunca parar) vou falar dessa canção que já era para ter sido postada há muito tempo.


Mês passado estive na Colômbia. Terra linda. Terra especial.

Já falei um pouco de lá quando passei um bom tempo Cali, a Terra da Salsa, em 2014. Dessa vez, porém, não fiquei tanto tempo quanto a primeira vez. Para compensar, conheci também a inesquecível, incrível, especial, belíssima, ilha de San Andres.

Há muito, muito tempo eu tinha um sonho de conhecer o Caribe.

Começou quando um antigo chefe me emprestou um DVD do filme Ladrão de Diamantes. O filme é divertido, mas poderia facilmente cair no esquecimento se não fosse pelo cenário: Paradise Island, nas Bahamas.

Atlantis, o Mega Hotel que serve de cenário para o filme Ladrão de Diamantes

Depois de ver aquele filme algo se acendeu em mim. Isso foi muito antes de eu sequer sonhar em ir para a Austrália. Sempre gostei de viajar (quem é que não gosta?), mas depois daquele filme eu percebi que a coisa era mais séria. Percebi que tinha que viajar. Descobri que não podia simplesmente morrer sem ver aquele lugar.

E então, depois de uns 10 anos, chegou a hora.

Tudo bem, não era Bahamas, mas já vivi o bastante para saber que o destino age com você da forma que quer. Não é você quem realiza o seu sonho. É o destino. Quando quer e como quer. E foi assim que ele realizou o meu sonho. Não fui às Bahamas e talvez nem chegue a ir, mas percebi que agora posso morrer em paz. Conheci o Caribe.

Conheci San Andres.

A ilha é parte da Colômbia, mas está mais próxima da Nicarágua e do Panamá e bem no meio do Mar do Caribe. Ou seja, o lugar é lindo demais. Qualquer elogio, qualquer descrição, não é suficiente para enaltecer a beleza do mar, a alegria do local e o calor do sol, incansável em enviar, todos os dias luz e cores para a ilha. Melhor ver uma foto:

Dá para ter uma ideia?

A viagem se torna ainda mais especial quando você pára para admirar a música.

Se a Colômbia é famosa por ser um dos locais em que mais se toca Salsa no mundo, San Andres consegue, então, unir o incrível ao sensacional.

Imagine você num cenário paradisíaco, com areia branca, mar azul, verde e outros 5 tons intermediários, um drinque gelado recém preparado, uma peixinho delicioso para beliscar e, o quê mais?, uma salsa alegre e dançante tocando impiedosa, intimando todos à dançarem à todo momento.

Pois assim é San Andres Isla.

Onde quer que se vai há alegria, um mar que te faz crer na perfeição de Deus e uma salsa tocando, quente como a própria ilha.

Não por acaso há gente dançando em todo o canto. É quase incontrolável. O ambiente te faz dançar. Quando menos se espera, o desavisado está mexendo os pés aqui e ali. Se temperar o momento com uma Margarita ou um Daiquiri de Fresa, logo se torna um dançarino profissional.

Em apenas um dos dias que passei lá não houve um sol escaldante e uma pequena garoa caiu o dia inteiro. Isso, é claro, não fez da praia mais vazia.

Mas fez do bar do hotel mais cheio.

Cheguei por volta das 11h da manhã. Comecei a bebericar de leve. A salsa aumentava junto com as pessoas. Logo estavam todos dançando. Formou-se uma pista de dança em volta da piscina. A maioria dançava na área coberta, mas muitos não ligavam de dançar na chuva. Quem estava fora do hotel se esticava para ver o que passava lá dentro. O bar, na verdade, era aberto ao público e isso só fez a adesão aumentar.

Se as horas passaram, eu não vi. Sei que dancei com a minha esposa. E com a minha sogra. E com a minha cunhada. Dancei com senhoras desconhecidas. Troquei de pares no meio da dança. Aliás, não era eu que dançava. Lá por volta das 20h, depois de tantas cervejas e drinques, alguém dançava por mim. Alguém muito alegre, por sinal.

Por algum motivo, nos dias que se seguiram, sempre que escutei a canção Vivir Mi Vida, de Marc Anthony, me lembrei daquele dia. Acho que isso vai ficar para sempre. Se for assim, ótimo.



~Para quê chorar, para quê?
Se dói uma mágoa, esqueça-a
Para quê sofrer?
Para quê?
Se assim é a vida
Tem que viver-la

Vou rir
Vou dançar
Viver minha vida
La la la la~

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