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Sou um homem em constante dualidade. Metade de mim queria ser um astro do Rock. A outra metade um monge budista. O resultado disso foi um blog que mistura John Lennon e Jesus Cristo e um livro chamado Heróis e Anônimos.

[CONHEÇA] Banda Theo Com Sétima faz um Jazz bem bom para quem anda por São Paulo

27/03/2016

Muita gente reclama de São Paulo.

Dizem que é uma cidade grande demais.

Cheia demais.

Onde quer que se vá, milhões de pessoas se aglomeram como se fazer parte daquela massa humana fosse o objetivo primordial de suas vidas.

Banda de Jazz Théo Com Sétima. Foto: Divulgação


Como paulistano, tenho que admitir que há muito o que melhorar em minha cidade. Mas uma das coisas que não se pode negar que temos são pessoas criativas.

São dezenas, centenas de artistas que todos os dias demonstram seu talento nas ruas, metrôs e praças. Você pode caminhar por um dia inteiro pelas grandes avenidas da cidade e não conhecerá todos os artistas disponíveis. Digo mais, pode caminhar por uma semana, todos os dias e não terá visto todos esses bardos urbanos.

(Aliás, leia aqui como foi o show da Teko Porã, a banda que toca nos metrôs e ruas de São Paulo)

Eu que caminho bastante pela Capital Paulista raras vezes encontro um músico que já vi antes, tamanha a quantidade de artistas brigando pelo seu lugar ao sol ou, para ser mais exaro, apenas uns trocados para não deixar o sonho morrer.

Pois foi assim, na própria Avenida Palista que encontrei o Théo Com Sétima. Eles estavam ali, bem na frente do Center 3, um dos lugares que mais vou no dia-a-dia. Estavam lá, tocando.

Aliás, dizer tocando, é pouco.

Théo com Sétima destruindo na Paulista. Foto: Divulgação

Estavam destruindo. Debulhando. Arrebentando. Fazendo nossas almas sairem dos corpos e retornarem, mais alegres e limpas.

Infelizmente só pude ouvir, naquela hora uma canção. Mas não resisti à levar o CD.

Apesar do invólucro bastante humilde, um CD virgem padrão num envelope escrito à mão "T com 7", o conteúdo que dali emanou era precioso.

Conforme conferi naqueles rápidos minutos, a banda fazia um Jazz instrumental acelerado, enérgico, dançante. Por sorte, o que eu conferi no disco era exatamente aquilo. Uma compilação de músicas instrumentais alegres, dançantes. Coisa refinada. Coisa que você só imagina que vai ouvir em New Orleans após uma tarde ragada à Whisky.

Começou com um meddley de Stand By Me do John Lennon com Beautiful Girl de Sean Kingston. Você pode estranhar ao ouvir os dois nomes de estilos e eras completamente diferentes numa mesma linha, mas acredite, o Theo com Sétima faz parecer natural.

Os covers não se limitavam à abertura. Tinha uma versão jazzística de Everybody dos Backstreet Boys e Descobridor dos Sete Mares do nosso Tim Maia.

Mas nem só de covers é o disco. A obra vem com diversos temas próprios que, aliás são os melhores trechos da audição, tudo com muito suingue, muito balanço, muita loucura.

Se você tiver a sorte de ver esses caras tocando, não faça como eu que fiquei apenas 5 minutos. Fique 10, 20, 1 hora. Te garanto que vai valer a pena ;)

Acompanhe no Facebook da banda onde eles vão tocar

Ouça aqui o som da banda:

2 comentários:

Claudia Matarazzo disse...

Theo faz sempre show na Avenida Paulista em São Paulo, o público chega quando ele começa a tocar. Sempre é um grande show, tanto tocando e quanto aos solos. É fantástico. É um grande artísta.

Felipe Perazza disse...

Muito bom mesmo. Obrigado pela visita e pelo comentário. Abraços

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