Viaje neste blog

Publicidade

[SHOW] Pearl Jam emociona em mais de 3 horas de show

16/11/2015

Banda presta homenagem aos franceses vítmas de atentado terrorista de 13/11

Eu já conhecia há tempos a fama de Eddie Vedder de ser um frontman bastante carismático, mas tenho que admitir que, conferindo ao vivo o show do Pearl Jam, no estádio do Morumbi no último sábado, 14/11, fiquei ainda mais impressionado com a simpatia e a energia do músico.

Foto: Sérgio Castro/Estadão



Pearl Jam é hoje, ao lado do Foo Fighters e desconsiderando-se os medalhões do Heavy Metal como Iron Maiden e Metallica, a última grande banda de Rock em atividade.

Não é por mera coincidência, portanto, que Vedder e Dave Grohl, do Foo Fighters, dividam também o posto de frontmen mais carismáticos da atualidade. Em tempos em que bandas mundiais de Rock vão ficando cada vez mais escassas, é importante valorizar o público que ainda atravessa a cidade (às vezes, o País), paga caro e canta todas as músicas de cor.

A banda de Eddie Vedder, afinal, é digna de um espetáculo desse porte e com uma estrutura grande o bastante para suprir o talento do grupo. Afinal, são mais de 20 anos de carreira, 10 álbuns de estúdio e uma formação coesa que, salvo uma ou outra baixa, sobreviveu junta à maior parte da história do grupo. Soma-se à isso a voz marcante de Vedder e o talento cretinamente absurdo de Mike McCready na guitarra e torna-se possível compreender porque o Pearl Jam chegou onde chegou.

Foi com a maturidade e a solidez de quem conhece a música como a palma da mão que a banda americana abriu o show pouco antes das 21h. A partir daí, mesmo descontando uns 15 minutos de intervalo na metade da apresentação, foram mais de 3 horas de música. O poder da banda é tão feroz e sua energia tão contagiante que torna-se um clichê dizer que essas 3 horas passaram como minutos para quem estava no concerto, testemunhando a grandiosidade do grupo. Nem mesmo a chuva que ameaçava explodir à qualquer hora ou o vento forte que chegou até a incomodar o grupo em determinado momento foram capazes de prejudicar a apresentação. A chuva aliás deu até um toque artístico para o evento, fazendo raios estalarem acima do palco como que acompanhando as pauladas da bateria de Matt Cameron. Quando as gotas geladas resolveram cair, foram recebidas com alívio pelo público que resistia ao calor do dia e da banda.

Foto: Sérgio Castro/Estadão

E nessa levada pudemos conferir Do The Evolution, Jeremy, Even Flow, Better Man, Why Go e tantas outras. Sempre considerei o solo de Alive uma das maiores obras de artes do mundo moderno e conferir sua versão ao vivo com Mike McCready no meio do público, solando nas costas foi algo surreal.

Vedder, que não deixava de exercitar seu português a todo momento, não deixou de homenagear os franceses, vítmas do covarde ato terrorista acontecido 2 dias antes, um deles também numa casa de show. "Nosso amor está em Paris", disse ele com seu sotaque carregado, mas ainda assim muito bem recebido. Foi por causa do triste evento na França que a banda decidiu tocar Imagine, do John Lennon e nunca uma música serviu tão bem a um show quanto naquela noite. Com os celulares acesos e os acordes tristes da melodia, foi o momento mais emocionantes do espetáculo.

Além do tradicional bis, a banda ainda ofereceu um segundo retorno. Foi algo até meio improvisado (e portanto muito melhor), com as luzes já acesas e que presentearam ao público com nada menos que a clássica All Along The Watchtower, canção de Bob Dylan imortalizada por Jimi Hendrix e Keep On Rocking in a Free World de Neil Young até que a banda finalmente encerrou a apresentação.

Depois de 3 horas acompanhando sem parar cada paulada, cada riff e cada grito, o público pôde sair satisfeito por ter testemunhado ali uma banda composta por verdadeiros gigantes. Pearl Jam comprova, então, porque é considerado uma das últimas grandes bandas de Rock do mundo ;)

Nenhum comentário:

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...