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Candy, EP de estreia de BØRNS, mostra a que o músico veio

30/11/2015

A poderosa Electric Love está entre as 4 canções do Extended Play e do disco "Dopamine"

O cara que mais tem me feito viajar na música nas últimas semanas talvez seja desconhecido do grande público, mas com certeza será um nome forte no cenário musical em alguns anos.




BØrns é um garoto americano de 23 que lançou recentemente seu primeiro álbum, "Dopamine". O disco contém 3 das 4 canções que estavam no seu EP de estreia, "Candy", que saiu no final de 2014.

Apesar de não ter conseguido ainda escutar o álbum completo, simplesmente não consigo parar de ouvir o EP e ao final da sequência Electric Love, 10.000 Emerald Pools, Past Lives e Seeing Stars sempre tenho a mesma sensação: queria ouvir mais. Queria mergulhar mais fundo naquele ritmo forte, nos efeitos sonoros, na poderosa voz do cantor e ma mistura de música eletrônica com Pop Rock que ele faz.

Electric Love abre a peça e já mostra do que o artista é feito com uma batida dançante, letra inspirada, versos alongados e a voz aguda e penetrante do rapaz que, no refrão, não se sente nem um pouco constrangido em puxar um grito lá do fundo dos pulmões: "Agora eu preciso ser atingido pelo seu AMOR ELÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉTRICO". Essa frase é de arrepiar. O ritmo da obra é fenomenal com a bateria marcante e um riff eletrônico viajante. Há ainda backing vocals sensacionais ao longo de toda a canção, ora acompanhando o cantor, ora sendo o destaque do trecho. É a canção do músico com mais influência Rock do EP, sendo que o ambiente criado pela peça remete muito a outros grandes gênios do Sinth Pop como Depeche Mode e Duran Duran.



Apesar de ter sido a primeira canção do músico e a responsável por sua carreira começar a despontar, 10.000 Emeral Pools é a música mais fraca do EP, com uma batida mais lenta e pouco empolgante. Viajante, sem dúvidas, mas ainda assim sem o ritmo poderoso e marcante das outras canções-irmãs. Apesar da quebra de energia iniciada com Electric Love, 10.000 Emerald Pools não chega a compromenter o disco.

O excesso de lentidão se estende até a introdução de Past Lives, o que faz parecer que estaríamos diante de mais um músico com apenas 1 hit realmente incrível, mas é aí que somos surpreendidos com o ponto mais alto do Extended Play. Logo que BØrns termina sua dramática introdução solo, somos apresentados mais uma vez à uma bateria afiada, marcando o ritmo e apresentando a obra. Ao contrário do peso de Electric Love que confere àquela música um ambiente mais denso e envolvente, em Past Lives somos convidados a simplesmente dançar com a alegria pulsante que transborda da canção, sobretudo de seu refrão. A letra, agora já demarcando um dos fortes atributos do músico, fala de vidas passadas e do amor que consegue sobreviver às encarnações. No verso mais marcante da peça, ele canta: "Juro pela lua, pelas estrelas, pelos filhos e filhas: nosso amor é mais profundo que as águas dos oceanos". Sensacional. Outro ponto forte da canção é a batida pós-refrão, onde BØrns apresenta brevemente uma voz mais grossa e sussurrada, até então inédita nas outras canções, mostrando o talento do cara para a arte de cantar. Isso fica ainda mais evidente quando conferimos uma versão ao vivo:



Seeing Stars é o encerramento glorioso do EP com o ápice do Pop Grudento que salpica o disco todo, resultando aqui em mais uma canção alegre e cativante, cheia de efeitos, backings e refrões que demorarão para sair da cabeça. O riff é sensacional e a voz do músico, afiadíssima, nos enche de vontade de arrancar a camisa e sair dançando com a roupa de baixo pela rua como se não houvesse amanhã.

É fácil perceber quando estamos diante de um grande artista e não de apenas mais um nome fabricado pela indústria que logo será posto de lado para no máximo ser lembrado nas seleções de hits da década passada. BØrns é, antes de um músico Pop, um grande letrista e exímio cantor e prova que para se sobressair na música Pop não é preciso que um visual espalhafatoso se sobreponha à arte, como faz, por exemplo Lady Gaga, Katy Perry e tantas outras. Prova também que nem todo ícone Pop precisa ser o menininho bonitinho da mamãe e ter sua base de fãs sustentada por garotas pré-adolescentes, como Olly Murs, Justin Bieber, One Direction e dezenas de outros.

Não é cedo para falar. BØrns não é mais do mesmo. Que "Candy" e "Dopamine" sejam os primeiros de uma extensa e produtiva carreira ;)

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