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O Rock está morrendo e o Roqueiro está assistindo

11/08/2015

O que podemos fazer para salvar o maior gênero musical da história


Neil Young disse em uma de suas icônicas canções: "O Rock and Roll nunca vai morrer". Talvez ele estivesse sendo otimista demais ou apenas se referindo ao Rock como uma forma de arte que, como a própria música em si, será de fato imortal por todo seu legado, bandas e canções que fizeram história. Mas falando em termos de Rock and Roll como indústria e produção musical, atualmente acredito mais no Lenny Kravtiz que disse: "Rock and Roll está morto".



O Rock'n'Roll tem algo entre sessenta e setenta anos. Ao contrário dos seres humanos que estão envelhecendo cada vez mais tarde e com qualidade, porém, o Rock parece estar perto de um triste e decadente fim. Há anos que não vemos bandas desfrutando do mesmo prestígio que os grupos que vieram nas décadas anteriores. Não ouvimos mais canções inspiradoras nas rádios. Shows estão cada vez mais caros; bares especializados são cada vez mais raros e eventos que outrora marcaram o ápice da grande glória do Rock - como o Rock In Rio - agora têm de se apoiar numa série de atrações do pop e do hip hop para se manter em pé.

Não adianta falar que você conhece tantas bandas boas que seria capaz de compôr um line-up de evento de 7 dias para 600 mil pessoas. Eu não duvido de você. Eu também conheço. O que duvido que é esse público de mais de meio milhão de pessoas pagaria qualquer tostão para ver tais bandas. Isso porque essa grande massa de gente (que não é roqueira como você) não terá nem ouvido falar em 90% das bandas.

Isso é o reflexo do momento atual do Rock. Não é a causa, mas um dos sintomas da morte cada vez mais evidente de um estilo musical tão amado.

Passei alguns dias analisando o cenário acima, bebericando cerveja, fitando o vazio e ruminando sobre as variáveis, tantas variáveis, e se havia alguma chance - qualquer chance - de reverter a roda da fortuna e fazer o Rock brilhar novamente. A conclusão que cheguei era triste demais e por um tempo neguei-a, lutei contra ela, mas ela estava cada vez mais aparente.

Nós roqueiros estamos matando o Rock.

Tudo bem, ele pode não estar completamente morto ainda como afirma Lenny Kravitz. Mas agoniza em uma morte lenda e dolorosa e nós, seus ouvintes e apreciadores nada fazemos além de assistir. Ao contrário, colaboramos com o seu óbito sem saber.

A conclusão que cheguei se baseia numa análise fria dos principais envolvidos nessa indústria. São eles:

A mídia


Ao contrário do que muitos pensam a mídia não é a grande culpada pela decadência do Rock. A mídia não tem preferência musical. Ela busca dinheiro e investe onde pode colher frutos. E quanto mais frutos colhe, mais ela investe. O que explica a massificação de alguns gêneros musicais como o Hip Hop e a música Eletrônica (em escala mundial) e o Sertanejo Universitário (no caso do Brasil).

Pra quê tirar dinheiro de um mercado que atualmente é bastante seguro e lucrativo e colocar no Rock para agradar uma minoria? Isso é coisa de altruístas e isso é a última coisa que a mídia é. Os donos dos canais de comunicação e da indústria são apenas caras com grana buscando mais grana. Se o Rock subitamente voltasse à moda como foi nos anos 70 e 80, eles certamente voltariam à investir. Não é o caso agora.

O grande público


Você pode até pensar que o Rock não é minoria, levando em conta a quantidade de pessoas que vai ao Rock in Rio ou ao show do Paul McCartney por exemplo. Mas digo, com toda tranquilidade que de todo esse público, talvez apenas uns 10% seja de gente realmente Roqueira. A grande maioria é composta de gente comum, que curte Rock como curte Sertanejo. Que vai ver o ex-Beatle como veria Roberto Carlos. São pessoas que não torcem o nariz como fazem os ouvintes de Rock pelo fato da Claudia Leitte tocar no Rock in Rio. Eles se divertem com ela, com a Katy Perry e com o Pearl Jam.

Esse grande público não tem uma preferência única por Rock. Eles curtem o que está na moda e digo isso sem qualquer conotação negativa. A maioria das pessoas simplesmente não encara música como religião, como é o caso do Rock. Elas apenas gostam do que toca no rádio, nos filmes, nas novelas, nos barzinhos. Essa grande coleção de músicas sem um gênero específico recebem o nome de "Pop", justamente por serem músicas "populares" ou, em outras palavras, que agradam à todos, ou pelo menos à grande maioria (não por acaso, elas desagradam a maioria dos Roqueiros).

Daí os mais saudosistas poderão pensar: mas no passado todo mundo ouvia Rock. Sim! Justamente por que nas décadas de 60 e 70, o rock era inserido nesse grupo de músicas "Pop". Graças a Elvis e aos Beatles, o Rock estava na moda e com isso o grande público consumia discos, roupas, shows, cartazes e tudo relacionado às grandes bandas da época. Esse não é mais o caso. É difícil imaginar, mas hoje o Jimi Hendrix não teria feito o mesmo sucesso do que nos anos 60. Talvez sequer teria sido famoso. Daquele tempo pra cá o Rock passou do mainstream ao underground e se sobrevive ainda hoje é pelo puro amor que um grupo de pessoas lhe dedica.

O mundo atual


Como a moda muda constantemente, assim também acontece com o mundo como um todo. O rock de 40 anos atrás se sustentava principalmente por meio dos álbuns das bandas e de suas músicas nas rádios.

Hoje em dia álbuns não dão dinheiro. Muito menos tocar no rádio. Com a internet e a facilidade de baixar músicas de forma gratuita e ilegal o disco de uma banda passou a ter apenas um significado simbólico: ele demonstra que a banda está em atividade, trabalhando em novas canções e marcando seu caminho. Discos e rádios servem mais como divulgação do que sustendo propriamente dito.

Há 40 anos uma gravadora produziria algo entre mil e 10 mil cópias - dependendo do quanto ela acreditasse no artista - e a distribuiria no mercado em lojas e rádios. Já reparou quantas lojas de CDs vc vê no seu dia-a-dia? Atualmente, a tecnologia "on demand" dita as regras. São prensadas no máximo 100 cópias, quase sempre pagas pelo artista e, caso todas sejam vendidas, uma nova leva é feita e assim por diante. Nesse sistema, com a venda dos CDs, o artista basicamente recupera o dinheiro investido. Em alguns casos, simplesmente não compensa fazer CDs, como quando fui ver o Made in Brazil, uma das mais importantes bandas de Rock do nosso país, e eles estavam vendendo uma versão caseira do clássico "Jack, o Estripador" impressa em impressora de jato de tinta e com um CD "ex-virgem", sem arte. "A gravadora não quis prensar poucos. A gente mesmo que trouxe esses", explicou o vocalista Percy Weiss, na ocasião. Pelo menos o autógrafo era legítimo.

O mesmo acontece com a divulgação. Gravadoras e produtoras não fazem mais o papel de promover o álbum. Como o disco já foi pago pela banda, a gravadora já teve seu lucro e não precisa mais se esforçar para vender aquela pilha toda de discos. E quem banca a divulgação por meio de redes sociais, assessoria de imprensa, shows, promoções? O artista, é claro...

Você pode até imaginar que com a internet também veio a fácil auto-promoção, afinal, qualquer um "com uma câmera na mão e uma ideia na cabeça" pode divulgar vídeos caseiros no Youtube ou suas músicas no My Space. Mas considere que já que qualquer um pode fazer isso, há milhões de vídeos e músicas postados todos os dias. Isso somado ao conteúdo saturado que nos atinge diariamente nessas redes só torna o trabalho sério de divulgação algo muito próximo do impossível - exceto quando se paga por isso. E quem paga? Você já sabe.

Shows


Considere então que quase ninguém mais compra CDs, o que significa pouco retorno aos investimentos do artista. Dá onde então vem todo o dinheiro para bancar promoção, divulgação, assessoria, etc? Basicamente de duas fontes: 1) da carreira paralela do músico que também é jornalista, advogado, engenheiro, etc e 2) de Shows, esse sim um dos únicos canais com os quais a banda ainda pode contar pra ter um certo lucro. O problema é que quem paga por shows investe em bandas já conhecidas e de lucro garantido (lembre-se da Mídia, acima). Bandas desconhecidas precisam ter algum diferencial muito grande para chamar a atenção do Sesc, por exemplo, ou continuarão se apresentando pro quase nada em barzinhos e eventos gratuitos.

Considere então que poucas bandas conseguem fazer shows devidamente remunerados e você chega ao ponto em que a maioria desiste do velho sonho de ser Rock Star. As opções aos ouvintes vão ficando cada vez mais limitadas e os Roqueiros vão sendo obrigados à se refugiar em bandas mundialmente consagradas ou em lendas do passado. Pronto, o cenário da decadência está montado.

O Roqueiro


Eis que chegamos ao cerne da coisa. O grande responsável pelo Rock estar onde está é você, amigo roqueiro. Você é o único que poderia fazer a diferença nesse grande e complexo cenário, pois é o único a quem interessa realmente ouvir música de qualidade. Mas ao invés de fazer algo você anda com uma camisa do Pink Floyd ou do ACDC, com olhar resignado e fones de ouvido e acha que tudo que existe na música além das bandas que você gosta é puro lixo.

Você, ainda que tenha um bom gosto musical, não está fazendo nada para ajudar o Rock. Afinal, o Pink Floyd e o ACDC já são bandas consagradas, ricas e devidamente reconhecidas. 90% das bandas que você ama de paixão nem existem mais e o seus ídolos provavelmente já morreram. Eles tiveram seu momento de glória, é fato. Seus discos são e sempre serão ícones para quem aprecia boa música. Mas são bandas de 50 anos atrás. Tenha em mente que eles não precisam mais do seu apoio.

Há bandas que precisam.

Essas bandas são novas, fazem som excelente e podem ajudar a manter o Rock and Roll vivo.

O pessoal do Combate Rock divulgou recentemente uma pesquisa informal onde perguntaram a 20 pessoas que se consideram roqueiras, se elas pagariam R$20 para ir a um show de uma banda desconhecida. Apenas 2 - dois! - responderam que sim. O valor é uma mixaria se comparado com os R$350 para ver Foo Fighters ou Kiss, os quais os ingressos se esgotam como amostra grátis de cerveja. Nenhuma das 20 pessoas afirmou que comprava CDs ou assinava algum serviço de streaming pago. Considerando tudo dito acima, assim fica difícil, certo?

Isso mostra que o Rock, apesar de toda sua filosofia musical rebelde e libertadora, gerou um público acomodado. São pessoas que descobriram bandas incríveis mas nunca se deram ao trabalho de buscar sonoridades próximas, diferentes ou desconhecidas.

São pessoas que alegam amar o Rock, mas na verdade amam os Beatles e o Led Zeppelin. Elas esquecem-se de que esses são apenas dois personagens num universo extremamente vasto. O gênero é um conjunto de pessoas, canções e filosofias compartilhadas. O Rock é mais do que a música em si - ele envolve todo o sentimento de amizade, união e liberdade.

É isso que está em jogo.

E é isso que vai morrer.

A menos que você, que se julga Roqueiro e apreciador da boa música tome algumas atitudes. Seguem algumas sugestões:

1) Busque bandas novas para conhecer


"Só tem porcaria hoje em dia", você pode dizer. Mas saiba que está enganado. Há bandas boas por aí, sim. Basta buscar na internet, nos Rock Bares ou em eventos. O próprio Combate Rock divulga periodicamente as "Notas Roqueiras" de novas bandas. Sempre há alguém fazendo um som incrível e tocando perto de você. Os roqueiros sempre foram bons garimpeiros. Só que antes passavam horas buscando LPs em lojas de música e agora devem passar algum tempo olhando na internet. Reclamar que não há bandas boas tocando ao seu redor e o mesmo que reclamar por ter se molhado ao sair na chuva. A atitude tem que sair de você. Leve o guarda-chuva. Busque bandas novas.

2) Compre CDs dessas bandas


Em todos os shows que fui no Sesc, além de ter pago um preço bom no ingresso (geralmente entre R$15 e R$30), tive a oportunidade de encontrar a banda após a apresentação vendendo CDs, camisetas e brindes. Isso também acontece em casas de shows menores e Rock bares. Esses artigos custam geralmente menos que R$20 e são o "ganha-pão" da maioria dos artistas. Se possível, colabore com eles e leve alguma coisa de recordação. Mesmo que você não tenha curtido tanto o som, que tal levar o disco e presentear um amigo? O que importa é ajudar, de alguma forma, a banda a se promover e a continuar na batalha da sobrevivência. Você pode até não ter mais um aparelho de som em casa, mas provavelmente ouve músicas em MP3 no seu Ipod. Então, por quê não comprar o álbum em versão digital?

3) Tenha a mente aberta


Roqueiro tem mania de torcer o nariz contra tudo que não lhe pareça bom o bastante quanto as bandas que ele gosta. Eu sei por que eu era assim. Essa é a pior besteira que um Roqueiro pode fazer. Primeiro por que eles está disperdiçando músicas realmente ótimas que estão espalhadas por aí, mas que sua mente fechada não o permite escutar. E segundo porque quem perde com essa "rixa" sem sentido entre sub-gêneros do Rock é o próprio Rock. Tudo bem você gostar de Metallica mais do que de viver, mas tenha sempre espaço para a novidade. Não fique preso ao passado. Paulão de Carvalho das Velhas Virgens me disse uma vez: "você não precisa escolher uma banda. Se me perguntarem: você prefere Beatles ou Rolling Stones? Eu digo: pra mim é que nem feijão com arroz".

4) Comunique-se!


Hoje em dia, infelizmente, tudo gira em torno do Hype em cima de um assunto. Estamos na era das hashtags. E se você é um Roqueiro das antigas, isso quer dizer que tudo vem com este símbolo # e é catalogado digitalmente. Foi-se o tempo em que um artista fazia sucesso apenas por causa da sua qualidade. Hoje tudo é online, dinâmico e compartilhável. Ou seja, o sucesso de alguém depende também do seu sucesso midiático. Por isso, caso tenha descoberto uma banda bacana, siga no Instagram, compartilhe no Facebook, indique por Whatsapp e escreva sobre ela no seu Blog. Tudo isso está sendo monitorado e o seu comportamento pode ajudar a influenciar a atenção que a banda receberá das mídias sociais. A dica também vale para a "vida real": indique as bandas novas aos seus amigos emprestando CDs, copiando em pen-drives e enviando Links para que eles ouçam as músicas.

5) Não se esqueça do verdadeiro ensinamento do Rock


Ouça, curta e compartilhe, mas isso de nada vai adiantar se você se esquecer do que o Rock é feito. Faça tudo com amizade, paz e amor ;)

13 comentários:

Natally freire disse...

ótimo texto mas ta difícil com funk e sertanejo cada mais crescendo pro rock voltar precisariam mais de 20 bandas de rock nacionais já que essa quantidade de funkeiros e sertanejos que tem no mercado hoje em dia

Yndia Selba Rodas disse...

O Rock não esta morto. A arte esta morta em general. Quando vimos aquelha rapaziada de cavanhaque bermudas coturno cabelos compridos amarrados em rabo de cavalo revindicando a autenticidade do Rock ficamos surpresos. Para nosotros o Rock erra alegria. Botas de plataforma coloridas, roupas brilhantes y outras coisas. O FUNK E O SERTANEJO VENDEM MUITO, MAS COCAINA E CRACK TAMBEM VENDE MUITO. O rock não esta morto, a arte esta muerta.

Felipe Perazza disse...

Olá Natally e India, obrigado pelos comentários!! Yndia, também sinto isso as vezes de que a arte está morta de modo geral, mas aí encontro pessoas desconhecidas, anonimas, algumas muito pobres, fazendo uma arte incrível e vejo que a arte não está morta, mas simplesmente não dá oportunidades para os verdadeiros artistas. Assim como o Rock que ainda tem bandas excelentes, mas esquecidas na noite e tocando de graça. Falta OPORTUNIDADE e nós como ouvintes, temos que apoiar esses artistas.

Gasoline Special disse...

Prazer, galera, somos o Gasoline Special!

https://www.youtube.com/watch?v=ayLg82MzTLc

André Bode disse...

Excelente texto, Felipe Perazza! Obrigado pela força! Concordamos com vc em tudo! Um abraço!

André Bode - Gasoline Special

Felipe Perazza disse...

Fala André, obrigado por compartilhar o som da sua banda. Sensacional!! Mandam muito, é disso que a gente precisa pra manter o Rock vivo!! Me passa um release e algumas fotos da banda que eu divulgo aqui no blog. Abss

Rick disse...

Boa tarde meus caros. Felipe, seu artigo é polêmico. Eu também analiso esse mercado. Um dos motivos é o impacto da Revolução Digital. O gênero que eu mais aprecio é o Rock ´n´ Roll, mas, sabemos que é um mercado dominado quase na sua totalidade por EUA e INGLATERRA, que ditam várias regras, como idioma e cor da pele, por exemplo. Já ouvi comentários do tipo "ROCK OU HEAVY METAL CANTADO EM PORTUGUÊS É RIDÍCULO" e também já ouvi " ROCK ´N´ROLL É COISA DE AMERICANO E INGLÊS, QUE SABE FAZER MUITO MELHOR DO QUE A GENTE" e também "BRASILEIRO TEM QUE TOCAR MÚSICA BRASILEIRA". Tudo isso é cultural. Fomos acostumados e moldados pela cultura dos EUA e Inglaterra. Se os interesses da mídia, impressa,etc fossem outros, poderíamos ter as maiores bandas aqui no Brasil, por exemplo, e poderia ocorrer o contrário. Poderíamos considerar MUITO RUÍM O ROCK OU O METAL CANTADO EM INGLÊS. Percebe como somos manipulados a tal ponto de ter preferencia até pelo IDIOMA dos textos ou poemas musicados. E essa manipulação também vem de interesse dos governo, empresários e da Indústria Cinematográfica de Hollywood. Mas a Mídia é financiada por Empresários Gigantes do Entretenimento, que não são brasileiros. Existem Especialistas em marketing e psicologia estudando o comportamento do mercado e das pessoas o tempo todo para direcionar os investimentos dos acionistas que Investem na Indústria Fonográfica. Acredito na Evolução da Música e do rock ,mas, com ideais positivos como a paz e o amor, incentivando a qualidade de vida e a ética. Nós humanos somos seres mutantes. Uma criança que nasce hoje, será muito diferente das gerações dos anos 60 por, exemplo. As próximas gerações estão crescendo e qual o legado que deixaremos para eles ? É uma questão de Educação Cultural, Comportamental e Filosófica.

Anônimo disse...

Quanta besteira!!kkkkkkkkkk

Felipe Perazza disse...

Fala Rick! Obrigado pela visita e pelo comentário. Também já ouvi muito deste papo de que "Brasil não é país de Rock" e que "Só música em inglês é que é boa" e acho tudo isso ridículo. Nada pode ser generalizado como uma verdade absoluta. Brasil é País de Rock, sim, como mostram tantas bandas que fizeram história há mais de 40 anos e bandas novas que continuam batalhando por espaço. Brasil é país de Blues também e de Jazz e de Soul. Querendo ou não é o país do Samba, do Axé, do Sertanejo, do Forró e até mesmo do Funk e temos que respeitar todos os gostos. O problema com o Rock atual é que ele não tem mais tanta visibilidade quanto tinha há algumas décadas e isso ocorre no mundo todo. O Pop e o Hip Hop estão sempre nas paradas e nas rádios e cada evz mais artistas novos surgem enquanto o Rock resite ficando cada vez mais underground. Isso tem a ver com a influência dos "Donos da Mídia" sim, mas também tem nossa parte como ouvintes que devemos lutar pela música que gostamos e ir atrás e ajudar bandas novas e não apenas ficarmos ouvindo o que é Classico e antigo, pois assim o Rock de fato irá morrer. Abraços e Tudo de Rock!!

Anônimo disse...

O Rock se estiver morto é por aqui.
Entrar na net e ver bandas da Europa, passaria a vida e não acabaria de ver todas, de todos os gêneros.
A coisa toda é aqui, pagar caro pela moda via MTV USA.

simone de antonio disse...

Oi Felipe,

Também tenho um blog, o http://epopeiascariocas.blogspot.com.br/ e encontrei o seu hoje, fuçando por aí . Me identifiquei de cara. Sou dos anos 60 e me considero uma rockeira clássica. Sei que esse teu post é de 2015, mas concordo em alto e bom som com ele. A situação é essa mesma ainda e te digo, que é até pior. E eu sei do que estou falando. Sou mãe de uma “menininha”, a Fernanda Abi-Ramia, que insiste em cantar em uma banda de Rock ,a BR 101, que te convido a conhecer: https://soundcloud.com/br101oficial ; https://www.youtube.com/watch?v=d-9G1l0JXg4 ; https://www.facebook.com/br101/?fref=ts .
Aqui no Rio a situação é bem ruim. O sertanejo domina e os rockeiros vivem “imprenssados”principalmente na Tijuca(onde uma turminha insiste). Eles são utopistas do rock , totalmente naifs na minha opinião....rs
Já ofereceram pra minha filha uma carreira pra fazer funk ao estilo Anita e ela recusou, é claro, porque o amor pelo rock nunca deixaria a consciência dormir em paz no travesseiro...embora a grana fosse certeira, mais ou menos como vender a alma ao diabo...rs. Hoje em dia o diabo não é mais o pai do rock...rs
Até agora, não sei qual a solução...mas , com certeza, o rock virou o tio miserável da música, vivendo na penúria, enquanto o cenário de Claudias Leites e Telós nos invadem...
Sobre o que o Rick falou lá em cima é a pura verdade. A BR canta em português, e eu concordo que, no Brasil se deva cantar em português, mas tem muita banda boa que canta em inglês porque quer competir de igual pra igual com as de fora. É o complexo de viralata que nos aflige. Tem como fazer rock bom na própria língua. Isso, já nos provaram as bandas dos anos 80 como Legião e outras tantas...
Incentivar comprando a música dessas bandas é importante. Recentemente viajamos pro litoral norte de São Paulo e encontramos por acaso um cara tocando sozinho, uma verdadeira joia do Blues, numa hamburgueria pra meia dúzia de turistas e vendendo a própria música. É essa a dura realidade dos bons músicos no Brasil...
Vou dizer também que não há interesse mais em bandas mais velhas incentivarem as mais novas , uma coisa que era comum até os anos 80 talvez. O apadrinhamento já teve o seu valor, isso em tudo. Até na literatura, você também escreve e sabe disso. Vivemos no tempo do “salve-se quem puder”.

Felipe Perazza disse...

Obrigado pelo comentário Simone. Realmente é comum vermos excelentes músicos cantando por aí em bares e lanchonetes. Esse é o jeito de viver de música para quem curte Rock e Blues e não quer abrir mão de tocar Pop. Acho que como Roqueiros devíamos valorizar mais essas pessoas, comprar seus discos, ajudar a divulgar e cobrar da mídia e de eventos que coloquem músicos menos conhecidos em seus line-ups. Quem sabe a coisa não melhora. Desejo sucesso para sua filha e a BR101, curti muito som deles! Fala para me mandarem um release que eu posto aqui. Abraços!

simone de antonio disse...

Legal, Felipe. Vou dar o recado pra eles. Que bom que vc curtiu. É importante esse apoio, sim!
Abçs

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