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E se sua banda favorita fosse um filme...?

17/06/2015

Que o Rock e o cinema sempre andaram aos flertes, disso ninguém duvida. Está aí a seção #Soundtrack com alguns dos casos para comprovar. Mas já parou pra pensar se a sua banda de Rock preferida pudesse ser resumida em um único filme? Pois é. Aqui vai uma lista humorística e nada profissional do que sairia dessa mistura que tantos nos inspira, seja com som, seja com vídeo:

Beatles = Um Sonho de Liberdade


O IMDB, um dos mais confiáveis medidores de opinião pública sobre filmes coloca Um Sonho de Liberdade como o melhor filme da história (até o momento). O curioso é que se trata de um filme sem tantos astros, sem tantos efeitos, sem tantos flashbacks e tramas mirabolantes. Em outras palavras: é um filme bastante simples. Simples, porém muito bem dirigido e com uma excelente história. É exatamente o mesmo que acontece com Beatles. Todo mundo sabe que os caras de Liverpool não eram lá grandes virtuosos. Ao contrário: suas canções (principalmente do início da carreira) eram muito simples contando com alguns acordes, ritmo alegre, muita boa vontade e uma produção de primeira. Mais uma vez a simplicidade bem feita como caminho ao topo. É por isso que banda e filme são e sempre serão o número 1 do mundo!



Velhas Virgens = Se Beber Não Case


Escolha um disco dos Velhas Virgens. Agora selecione aleatoriamente uma música. Pronto, você tem o roteiro de Se Beber Não é Case. Ambos transpiram liberdade e o desejo quase sufocante de jogar tudo pro alto e curtir a vida até o último segundo, mesmo ciente das consequências - ou nem tanto pensando nelas. Afinal, de Ressaca, tanto o trio do filme quanto o quinteto da banda entendem de sobra. Impossível não rir até doer o queixo, seja assistindo ou ouvindo.


Led Zeppelin = Taxi Driver


Fizeram um sucesso espantoso nos anos 70 com canções rápidas como a noite, acelerações agressivas e temas cheios de enigmas e loucura. Depois do fim (com espaço até para morte) abriram-se diversas especulações sobre o que aconteceria depois. Até hoje, nada aconteceu. E quer saber? É melhor assim. Led Zeppelin e Taxi Driver são cultuados até hoje - e talvez mais ainda hoje do que eram quando ativos - como gigantes em seus respectivos meios.


Rolling Stones = 007


As décadas entram. As décadas saem. Mas nada parece capaz de derrubar os Rolling Stones ou acabar o fôlego do Agente Secreto 007. A mais longeva banda de Rock e a mais longeva série de cinema tem mais em comum além da idade. Ambos são elegantes, cheios de malícia, bem equipados, com ótimo balanço e nos despertam inveja por eles saberem aproveitar a vida como ninguém mesmo em meio ao trabalho. São mestres no que fazem e o James Bond usa sua PP7 com a mesma perícia que Keith Richards sola na guitarra.


Deep Purple = Rambo


São quase tão longevos quanto os Rolling Stones/007. A diferença aqui é que enquanto os anteriores avançam com classe e sutileza, Deep Purple e o Rambo sobrevivem aos trancos e barrancos, tapando as feridas com pedaços da própria roupa e matando javalis com o próprio braço. Ambos são poderosos. Pesados, porém hábeis. Já viram tempos mais gloriosos e, convenhamos as últimas aparições não tiveram a mesma vida de outrora, mas são inegavelmente ícones de suas áreas, gigantes em suas próprias guerras e basta ouvir Machine Head ou ver Rambo 1 para saber que os caras não estão pra brincadeira.


Pink Floyd = 2001 Uma Odisseia no Espaço


Obras longas, complexas, fascinantes e por vezes até enfadonhas, mas inegavelmente interessantes. A maioria das pessoas nem sequer compreende do que eles estão falando, mas sabe que por trás dos efeitos e das viagens sonoras há algo muito importante. O problema é que Stanley Kubrik e Roger Waters não se preocupam muito em explicar nada. Preferem deixas os expectadores sonhando acordados, tateando na névoa e encontrando suas próprias respostas para o enigma da vida.


Bon Jovi = Titanic


Ninguém assume que gosta. Alguns reclamam do excesso de romantismo. Outros dizem até que é "coisa de mulher". Mas a verdade é que fazem um sucesso estrondoso até hoje e são um dos filmes e uma das bandas que mais deram lucro na história da indústria. E outra: todos se emocionam e lutam contra as lágrimas quando toca o tema do filme ou I'll be There For You.


Guns N Roses = O Espetacular Homem Aranha


A primeira versão chocou o mundo com um material explosivo, inspirador e jovial. O pessoal quis mais e eles deram. Quiseram ainda mais e eles deram ainda mais. O negócio cresceu fora de controle e os geniosos envolvidos acabaram brigando, fato que quase matou o grupo. Teria sido melhor assim, pois agora somos obrigados a encarar uma nova versão que faz muito alarde, mas não traz nada de inovador e não será nunca algo além de um fraco reflexo do que foi um dia, deixando os fãs com saudade daquela primeira versão, agora já esquecida.


Elvis Presley = O Poderoso Chefão


O Poderoso Chefão poderia ser a alcunha de Elvis Presley, o Rei do Rock. O cara revolucionou a música, ditou as regras do Rock e inspirou dezenas de gerações. E não pense que as semelhanças entre ele e Don Corleone são apenas superficiais. O filme de Francis Ford Coppola fala de poder, desejo, paixão e influência, coisas que o Rei conhecia de perto e cantou em suas canções com a mesma emoção que Marlon Brando atuou. Elvis Presley, o Poderoso Chefão e Viva Las Vegas!


Skid Row = Um Tira da Pesada


É datado e por mais que você queira abstrair não consegue esconder a risada com aquelas manias engraçadas dos anos 80, como chamar policiais de "tiras" e usar camisetas rasgadas como se fossem muito estilosas. O problema é que mesmo com a ambientação fora de moda o filme e a banda são simplesmente irresistíveis e quando estamos trocando de canal ou rádio, basta uma olhadela/escutadela de 5 segundos pra saber que aquele universo oitentista era tudo o que precisávamos no momento.


Robert Johnson = E O Vento Levou


Antes deles pouco ou nada existia. Tudo o que veio depois foi influenciado por eles direta ou indiretamente. Em breve farão 100 anos que as obras vieram à público e, ainda assim não há quem tenha bom gosto e não aprecie Johnson e E O Vento Levou. E você pode até argumentar que não é seu estilo preferido de música/filme ou que é tudo velho demais - e realmente é - mas provavelmente você o respeita porque os caras que você gosta hoje gostavam deles.


Black Sabbath = Seven


É sombrio, esquisito, às vezes incomoda e muitas vezes assusta. Ainda assim não conseguimos nos desgrudar da peça por 1 segundo sequer. Isso se dá pela maestria com que o Sabbath conduz suas "Missas Negras" e David Fincher dirige seu filme. É tudo muito alucinante e misterioso até que, na hora precisa, o ritmo acelera e o peso das guitarras de Tony Iommi nos arrebatam e sabemos que os caras têm controle sobre tudo, até sobre nossas vidas, exatamente como o serial killer vivido por Kevin Spacey.


Heart = Brumas de Avalon


O filme sobre o Rei Arthur que trata exclusivamente das mulheres da corte não poderia ter outro representante no rock que a maior banda de garotas que já existiu: Heart. É tudo num balanço ótimo, com horas de drama, suspense, aventura, mas acima de tudo o amor que só as mulheres conseguem transmitir. Ah, e não se esqueça que a banda das irmãs Nancy e Ann Wilson gravaram a sugestiva e inspiradora canção Back to Avalon!


Red Hot Chili Peppers = Os Vingadores


É aventura, ação, comédia, crítica social, ficção científica tudo misturado num caldeirão que não dá nem tempo pra respirar. No filme, nós assistimos do começo ao fim torcendo para os nossos heróis, rindo, chorando e nos inspirando com caras tão loucos e diferentes fazendo coisas incríveis juntos. Na música, nos ouvimos do começo ao fim viajando com nossos heróis, rindo, chorando e nos inspirando com caras tão loucos e diferentes fazendo coisas incríveis juntos.


Jethro Tull = Coração Valente


Não há banda mais capaz de te transportar para a Idade Média do que o Jethro Tull. E não há filme da Idade Média mais rico visual e musicalmente que Coração Valente. Basta ouvir um trecho da flauta de Ian Anderson para despertar na hora ao lado de William Wallace correndo para a guerra. Dai é só se agarrar bem o cabo da espada e torcer pra matança ser breve, pois logo depois dela vem a bebedeira, a festa e adivinha quem tocando pra animar o pessoal? Jethro Tull é claro...

E você, companheiro amante do cinema e da boa música? O que achou das relações? Faltou alguma banda ou filme? Mande sua sugestão nos comentários!

4 comentários:

Anônimo disse...

Muito legal, até matei a saudades de algumas boas canções.

Felipe Perazza disse...

Que bom que curtiu!!

Wanderley Reis disse...

"Um Sonho de Liberdade" melhor filme? Não passa de uma imitação barata de "Papillon"...

Felipe Perazza disse...

Nunca vi Papilon. Vou dar uma olhada. Mas a comparação é com base no IMDB que põe esse filme como o primeiro preferido da galera. Valeu pelo comentário. Abraços!!

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