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Oye Amor

11/02/2015

Guerreiros lutam até o fim

Estou para escrever sobre esta canção já há algum tempo. Desde que comecei a descobrir o Maná mais profundamente, há uns 2 anos, essa música é sempre responsável por boas viagens e sentimentos durante a audição. Faz parte do disco "¿Dónde Jugarán los Niños?", de 1992. Segue a letra:




Oye Mi Amor
(Olvera)

No sabes como te deseo
No sabes como te he soñado
Si tu supieras que me muero
Por tu amor y por tus labios

Si tu supieras que soy sincero
Y yo soy derecho y no te fallo
Si tu supieras lo que te quiero,
Podria darte todo hasta mis ojos

Pero tu ya tienes otro,
Un tipo frio y aburrido,
Un tonto que es un reprimido
Eso no te pega a ti,
No te va

Oye mi amor
No me digas que no
Y vamos juntando las almas
Oye mi amor
No me digas que no
Y vamos juntando los cuerpos

Conmigo tu alucinarias, como no!
Conmigo tu hasta el fin del mundo
Contigo yo me perderia
Contigo yo quiero todo
Y nada a medias

Pero tu ya tienes otro,
Tipo frio y aburrido,
Un tonto que es un reprimido
Eso no te pega a ti,
No te va

Oye mi amor
No me digas que no
Y vamos juntando las almas
Oye mi amor
No me digas que no
Y vamos juntando los cuerpos

Dê o play e comece a viagem:



Vamos à andança...

Há vários pequenos detalhes que fazem de Oye Mi Amor uma canção para ser guardada na prateleira ou no coração. Um deles é a flauta que abre a canção com um ritmo rápido e simpático, aocmpanhando o reggae da guitarra. A guitarra em si é outro ponto importante e o que me chamou a atenção desde a primeira vez. Ela mantém os acordes rápidos e repetitivos até que o cantor Ferh Olvera começa a falar. Como que dando suporte ao peso da voz e da poesia do cantor, a guitarra desfia um riff inspirador entre cada verso. Ele diz: "No sabes como te deseo" e a guitarra vem, nervosa. "No sabes como te he soñado" e ela vem, de novo, matadora. Como se sentisse a dor no coração do narrador, ela solta notas agudas, rápidas e impiedosas. É como se fosse uma segunda voz, cantando revoltada sobre o amor perdido e a determinação em não abandonar a causa. Afinal, há causa mais nobre que o amor sincero? Já dizia mestre Jorge Ben: "Minha teimosia é uma arma pra te conquistar". Essa é a ideia do Mana em Oye Mi Amor. O cara ama e luta pela garota, mesmo quando sabe que a batalha já está perdida. Aliás, como um espartano, é aí que ele luta mais ainda, usando aquela energia extra que existe dentro dos guerreiros que se recusam a desistir. Talvez ele seja só um tolo que acredita em reviravoltas da vida. Talvez seja só um sonhador. Mas isso não tira a beleza da batalha. "Se você soubesse como te quero. Te daria tudo, até meus olhos". Na ponte, tão densa quanto a própria canção, Ferh declama com dor, mas não sem um sorriso no rosto: "Mas você já tem outro. Um tipo frio e sem graça, um tonto reprimido. Isso não serve pra você, não mesmo". O refrão traz a guitarra mais uma vez em ponto alto, além das palmas e do coro da banda que fazem toda a diferença: "Oi meu amor, não me diga que não. Vamos juntando as almas". A canção tem um ritmo rápido, porém não tão veloz quanto a alegria permite. Não é uma música alegre, afinal de contas. Ela tem aquela velocidade que os obstinados têm quando querem agir no seu último ato de desespero. Pelo mesmo motivo a instrumentação não é de todo para cima. Há uma leve sombra permeando a obra, a mesma cicatriz que marca aqueles que sofreram por amor, mas não perdem a alegria de viver. Diferente de uma música triste, porém, Oye Mi Amor é cheia daquela velha coragem e resignação que tanto movem os apaixonados. Pois quem nunca brigou por um amor perdido, até mesmo quando sabia que já era tarde demais, perdeu um bom capítulo da vida: a paz de espírito que vem depois que deixamos as palavras saírem, as atitudes fluirem e a consciência descansar satisfeita por ter tentado ;)

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