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[ESPECIAL] As 10 canções mais viajantes da história, de acordo com Músicas de Andarilho

23/09/2014

ATENÇÃO: O texto a seguir não representa à Verdade Absoluta do Universo, mas apenas à opinião do Blog. Texto melhor apreciado se acompanhado de uma bela cerveja gelada.

O conceito desde blog, desde sua criação, há mais de 5 anos, foi o de reunir e comentar as canções mais viajantes já gravadas e espalhadas pelo mundo. Há muitas, centenas de milhares de músicas assim: capazes de fazer uma pessoa comum se desprender do tempo e espaço e viajar pelas infinitas dimensões e lugares sem limites da mente. Mas, como sempre, há aquelas canções que se destacam. São as melhores das melhores, o creme de la creme. O topo do ápice do pico da viagem. E aqui estão as 10 canções que fazem parte deste grupo, sem nenhuma ordem específica.

Antes que você pense que esse texto é mais um delírio de um louco e aficionado por música, saiba que as canções aqui selecionadas são fruto de centenas de horas de pesquisa e conversa com os maiores amantes da música que conheci nos bares e nas caminhadas da vida. Em suma, não trata-se do delírio de um louco. E sim de vários loucos. Então, agora relaxe e aproveite a viagem.




Living Colour - Visions

A canção Visions da banda americana Living Colour foi lançada apenas numa coletânea chamada "Pride" e, se o disco recebeu esse nome ("Orgulho"), Visions é a grande responsável por isso. Se a marca do Living Colour é o peso cru de um bom Rock and Roll misturado com vários estilos de música, em Visions apenas a segunda parte da fórmula se revela. Não há aqui a guitarra pesadíssima e rápida de Vernon Reid, nem os vocais arrastados de Corey Glover. Na canção que é uma das mais viajantes do mundo, a banda optou por mixar uma batida suave com a guitarra em segundo plano, servindo de fundo para um vocal mais apaixonado e delirante de Glover que combina perfeitamente com a letra angustiada. Um grito feminino mixado no refrão só colabora com o ambiente de sonho e loucura.

Pra onde te leva: para o deserto, totalmente perdido.

Leia aqui um texto completo sobre Visions



Deep Purple - Perfect Strangers

Perfect Strangers foi não só o álbum que marcou a volta da formação clássica do Deep Purple em 1984, como também sua faixa título é um dos maiores hits da banda. Nela Purple colocou tudo o que sempre teve de melhor: harmonia perfeita, peso e poesia viajante. O segredo do Chef foi o riff que aparece após o refrão, uma marcha galopante do mestre Ritchie Blackmore que, somada às pancadas na bateria, nos transporta para todos os lugares místicos e fantásticos dos contos medievais. No final, o riff é ainda engordado com o teclado do grande Jon Lord e recebe vários efeitos que só aumentam o poder de alcance da obra.

Pra onde te leva: para o meio de uma guerra fantástica medieval.

Leia aqui um texto completo sobre Perfect Strangers



Doors - Riders on the Storm

Doors era uma banda na qual conceito "viagem" era fundamental. Das improvisações de Ray Manzarek nos teclados até a loucura genuína de Jim Morrison, tudo ali refletia o movimento da mente por diversos lugares. Para The Doors a música era nada mais que uma estrada por onde seus integrantes viajavam e nos levavam. Como uma boa estrada, ora a viagem era tranquila e devagar, ora violenta e rápida. No caso de Riders on the Storm estamos no primeiro grupo. A banda nos leva por um passeio de carro durante a chuva. Jim Morrison canta com calma sobre "assassinos na estrada", "cachorros sem osso" e coisas apenas não mais loucas que o amor. Enquanto isso o teclado de Manzarek nos presenteia com um solo espetacular.

Pra onde te leva: para uma estrada na chuva com o carro indo bem devagar.

Leia aqui um texto completo sobre Riders On The Storm



Eric Clapton and B.B. King - Three O Clock Blues

Quem um bom blues é certeza de viagem ninguém duvida. Mas quando juntamos dois dos maiores gênios da guitarra e do blues e colocamos uma produção de qualidade excelente, a coisa se torna sobre-humana. Parece apelação, mas é o que acontece no disco todo "Riding With the King", lançado em 2001. O ápice da obra é Three O' Clock Blues, uma boa e velha canção do blues, com cara de moderna graças ao dueto de Clapton e King não só nas vozes mas também nas guitarras. Para completar a festa, um piano delicado e impecável que transformam toda a dor e angústia da letra em som. Perfeita para ouvir enquanto degusta seu whisky favorito.

Para onde te leva: para um clube de jazz de Chicago, luzes neon, bêbado, às 3h da manhã.



Creedence - Ramble Tamble

Creedence era uma banda de Country Rock que se esforçava para não ser progressiva. Eles tentavam, faziam de tudo para manter-se na linha, mas nem os mais retos homens conseguem dominar seus ímpetos todo o tempo. Assim, as vezes eles escorregavam numa levada progressiva deliciosa. É isso que acontece em Ramble Tamble que começa como uma música normal do grupo - acelerada, rasgada e enérgica. Até que, meio que sem querer, entra num trecho instrumental hipnótico e maravilhoso. Depois da longa viagem em outra dimensão, eles voltam para o estilo habitual do grupo como se nada houvesse acontecido...

Pra onde te leva: para uma estrada pelas montanhas.

Leia aqui um texto completo sobre Ramble Tamble



Depeche Mode - In Your Room

O Rock Eletrônico produzido pelo Depeche Mode era tão poderoso que é raro ouvir uma canção deles e não viajar. A voz grave de Dave Gahan serve como a de um narrador de sonhos pelos lugares distantes e sombrios para os quais o grupo te leva com suas canções. In Your Room é uma história completa. Começa suave, porém cheia de suspense, até que os versos se desenvolvem num refrão profundo e arrepiante para morrer num final tranquilo, porém ainda assim misterioso. Não ouça de noite se você for uma pessoa facilmente impressionável.

Pra onde te leva: um castelo sombrio e abandonado da Escócia.



Faith No More - Evidence

Visions está para Living Colour assim como Evidence está para Faith No More. Ambas bandas eram uma mistura de diversas influências onde se sobressaia quase que invariavelmente uma guitarra pesada e vocais rápidos. Curiosamente, nas canções mais viajantes das duas bandas não há nenhum dos elementos em destaque. Em Evidence quem dita as regras é um piano tranquilo e bem dedilhado, assim como - vejam só vocês - um violino! A voz de Mike Patton é outro dos grandes pontos altos da canção, ora sussurrada, ora gritada, mas sempre com perfeita afinação. O resultado é uma canção que nos faz querer repeti-la tantas e tantas vezes até assoar o nariz no ritmo do piano.

Pra onde te leva: um bar numa cidadezinha, com uns poucos amigos e muitos desconhecidos.

Leia aqui um texto completo sobre Evidence



Jack Johnson - Drink The Water

Quem pensa que Jack Johnson só faz música igual, sempre com uma balada tranquila e voz suave está muito enganado. O músico havaiano domina a guitarra elétrica tão bem quanto a acústica e quando dá na telha resolve colocar todo seu talento em prol de uma boa e produtiva viagem. Drink The Water é resultado dessa audácia. Quem conduz aqui é a guitarra e a bateria - ambos altos, ambos envolventes. O solo no meio da obra é coisa de outro mundo e ouvir essa canção num quarto escuro pode fazer aparecer o espírito do lendário Capitão Hayreddin Barbarosa, mas geralmente a chamada se perde pois ele está ocupado demais bebendo rum.

Pra onde te leva: para o meio do mar, apenas você e sua pracha de surf

Leia aqui um texto completo sobre Drink The Water



Red Hot Chili Peppers - One Big Mob

Red Hot é uma banda da família de Faith No More e Living Colour onde a mistura de tudo é a graça da coisa. E como as bandas-primas havia horas em que eles ousavam e experimentavam ideias totalmente diferentes. Não por acaso esses são os melhores momentos da banda californiana. O disco "One Hot Minute" é quase por completo uma obra experimental, totalmente diferente de tudo, e exatamente por isso, muito boa. One Big Mob é o ápice da loucura juvenil e despretensiosa do quarteto com um trecho instrumental surreal e arrepiante. Não recomendado para cardiácos.

Pra onde te leva: uma tribo aborígene no meio do deserto australiano



Rolling Stones - Heaven

Heaven é uma pérola no disco "Tattoo You" do quinteto inglês mais longevo da história. A música é uma colagem de sons e efeitos suaves que, somados à voz aguda - quase sarcástica - de Mick Jagger criam um ambiente de névoa e cores muito parecido com o que deve ser o Paraíso que dá nome à peça. Uma das frases mais ditas pelo cantor é "Meus sentidos sejam abençoados". Ele diz isso para sua musa em questão por ter o privilégio de vê-la. Mas nós dizemos o mesmo por poder não apenas ouvir, mas sentir, cheirar e ver essa canção.

Pra onde te leva: como não poderia deixar de ser... para o Paraíso.

Leia aqui um texto completo sobre Heaven



Thin Lizzy - Johnny The Fox Meets Jimmy The Weed

Há bandas, principalmente jovens da atualidade, que fazem de tudo para serem descolados. Os caras deixam a barba crescer, usam camisetas xadrez e óculos de aro grosso e tiram fotos com efeitos vintage. Tudo para que deixem muito claro o quão "descolados" eles são. Mas comparados à Thin Lizzy não passam de um bando de moleques que acabou de receber a mesada dos pais e gastou tudo na Lacoste. O grupo irlandês era, sobretudo graças ao seu vocalista, Phill Lynot, tudo o que um Rock Star despretensioso poderia ser. Com seus cabelos encaracolados, jaquetas e bigodes, a banda fazia um som que misturava a liberdade com a loucura tão bem quanto o título "Johnny, a Raposa encontra Jimmy a erva" pode sugerir.

Pra onde te leva: um passeio noturno de Cadillac pela rua mais movimentada da cidade

Leia aqui um texto completo sobre Johnny The Fox Meets Jimmy The Weed

4 comentários:

diogo disse...

Cara voce acha que o jim morrison fez plastica ou ele era bonito assim mesmo

Felipe Andarilho disse...

Beleza natural!

Anônimo disse...

Gosto muito de goodnight song do tears for fears e love over gold do dire straits, black magic woman do Santana sem contar com algumas do Pink Floyd...

Felipe Perazza disse...

Essas são excelentes também!!

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