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Quebrando todas as regras

18/05/2013

Quando vale a pena ser rebelde

No post sobre a canção Star do The Cult comentei brevemente sobre os icônicos Hollywod Hits. As canções desse seleto grupo eram utilizadas pela marca de cigarros Hollywood para figurarem nos comerciais como trilha sonora de esportes radicais. Hoje, mesmo para quem não era nascido naquela época, ou quem nunca colocou um cigarro na boca, o termo Hollywood Hit faz alusão àquelas antigas, porém inesquecíveis canções que aceleram a adrenalina alheia como um bom salto de para-quedas ou uma descida de Snowboard. Essa canção, do Peter Frampton, é um dos grandes hinos daqueles tempos - a começar pelo seu título. Faz parte do disco de mesmo nome, lançado em 1981. Segue a letra:




Breaking All The Rules
(Frampton/Reid)

We are the people one and all
From deliverance to the fall
From the battle and the heat
To our triumph and defeat

We are the young ones crying out
Full of anger, full of doubt
And we're breaking all of the rules
Never choosing to be fools

We are tired of being used
We are constantly excused
In the battle and the heat
In the shadow of retreat

We are the young ones crying out
Full of anger, full of doubt
And we're breaking all of the rules
Never choosing to be fools

We are the people one and all
From deliverance to the fall
From the bitter to the brave
From the cradle to the grave

We are the young ones crying out
Full of anger, full of doubt
And we're breaking all of the rules
Never choosing to be fools

Vamos à andança...

Por muito tempo considerei o disco "Frampton Comes Alive", do guitarrista inglês como um dos melhores álbuns ao vivo de todos os tempos, dada a qualidade das canções selecionadas para fazerem parte do espetáculo. Entretanto, depois que ouvi a coletânea tripla "Hollywood Hits" que contém a canção Breaking All The Rules, sempre que ouço o disco ao vivo, parece que falta algo. Ok, seria impossível ter inserido a canção no show que originou o álbum, afinal, "Frampton Comes Alive" foi lançado seis anos antes do Hollywood Hit em questão, mas é engraçado ver como uma única música faz tanta diferença. Breaking All The Rules é um espetáculo à parte. Talvez se tivesse sido tocada no mesmo evento - principalmente se fosse o encerramento do mesmo - as pessoas provavelmente teriam tido alucinações coletivas, teriam sido levadas à loucura ou a um infarto massivo devido à alta emoção. Seria uma tragédia. No mínimo o nome do disco seria diferente. Breaking All the Rules é destruidora desde os primeiros segundos. São muitos detalhes que fazem a obra ser o que é. Primeiro é o riff monstruoso de Frampton, numa distorção pesada e agressiva que pouco combina com sua cara de bom moço. Depois, temos um piano daqueles enfeitiçados por algum mago do blues, que cria um uma harmonia ligeira contrapondo a guitarra densa. A bateria de Jeff Porcaro também contribui bastante com a ondulação que a obra toda proporciona. Quando dizem que a música é um fluxo de energia é fácil de entender quando ouvimos canções como essa. Assim que você liga o som, sente-se empurrado para trás pelo poder dessa combinação instrumental. É preciso se segurar para não ser levado pela avalanche de sensações libertadoras. A letra, outro ponto alto da música, fala justamente sobre a liberdade que tanto move os jovens, principalmente aqueles que viveram nos idos dos anos 80, quando o Rock era coisa do capeta e homem com cabelo comprido era, sem dúvida, um vagabundo. É por esse grupo de pessoas que Frampton clama no refrão: "Nós somos os jovens que estão gritando, cheios de raiva, cheios de dúvidas. Estamos quebrando todas as regras, nunca escolhemos ser tolos". Ao pensar em como as pessoas que se consideravam "normais" se comportavam com relação ao Rock, é inevitável pensar em todas as pré-associações e preconceitos que temos até hoje. Tudo que é diferente do que gostamos e acreditamos nos desagrada. Simplesmente não podemos aceitar que uma pessoa não aprecie o que tanto amamos ou que alguém idolatre aquilo que mais desprezamos. É curioso, mas é completamente inaceitável que alguém pense diferente de nós. É por isso que um dos maiores desafios espirituais aos quais estamos sujeitos aqui é desenvolver a tolerância. Para ajudar nisso canções como essa são essenciais. Quer regra melhor pra ser quebrada do que as que você próprio inconscientemente construiu? Então aumente o som e abra sua mente. Não deixe nada nem ninguém te dizer o que o que é certo e o que é errado. Não há certo nem errado. Tudo é uma questão de perspectiva. Abra seu coração: ao invés de se incomodar com o que é diferente e estranho, sinta-se curioso e aprenda com as diferenças. Aprecie-as! Que graça teria o mundo se todos pensassem igual a você? Liberte-se das amarras e das regras. Uma das frases mais interessantes que já li atribuídas a Buda diz: "Ninguém é capaz de te mostrar a Verdade, nem mesmo eu. Só você pode ver a verdade". Munido de humildade, um mestre sabe que não basta ele ser iluminado para que os outros também sejam. As pessoas tem que se auto-iluminar por seus próprios caminhos e desafios. É nisso que acredito. É por isso que quebrar todas as regras pode ser a melhor coisa a se fazer ;)

Nunca ouviu?

Só não quebre o palyer, por favor. Escute:

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