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Onde está Mozes?

26/03/2013

Prepare-se para uma festa absurdamente boa

Tem um cara que merecia ser comentado há muito tempo, com várias canções analisadas, mas infelizmente minha falta de iluminação me fez coloca-lo no blog pela primeira vez apenas hoje. E não foi por falta de conhecimento, afinal James Brown faz parte da minha vida desde a infância. Meu padrinho, o lendário Tio Paulo, já ouvia seu swing e malandragem quando eu ainda engatinhava. Foi ele com certeza uma das influência por eu apreciar o som desse show man e ícone da música negra dos anos 70. Essa canção foi um single lançado em 1980, mas que é na verdade uma reformulação de uma canção anterior, de 1973 do disco "The Payback". Segue a letra:




Rapp Payback
(wesley/Brown)

Hey! Gotta gotta pay back!! (The big payback)
Revenge!! I'm mad (the big payback)
Got to get back! Need some get back!! Pay Back! (the big payback)
That's it!! Payback!!! Revenge!!!
I'm mad!!

Get down with my girlfriend, That ain't right!!
Hollarin' cussin', you wanna fight
Payback is a thing you gotta see
Brother do any damn thing to me

Sold me out, for chump change (yes you did!!)
Told me that they, they had it all arranged
You handed me down, and thats a fact
Now you're pumped, You gotta get ready For the big payback!! (the big payback!!)
That's where I am, the big payback (the big payback!!)

I can do wheelin', I can do dealin' (yes you can!!) But I don't do no damn
squealin'
I can dig rappin', I'm ready!! I can dig scrappin'
But I can't dig that backstabbin' (Oh No!!)

The brother get ready!! Thats a fact!!
Get ready you Mother, for the big payback (The big Payback!!)
Let me hit 'em hit'em!! Hey Hey!! WOOOOOOOOOOOO!


Vamos à andança...

Tomei a liberdade de não colocar a letra da música inteira, pois ela é muito longa e é mais importante para a canção original de 1973. Na versão retrabalhada 7 anos depois ela praticamente é dissolvida num show instrumental e nos gritos de James Brown que focam muito mais no clima dançante do que numa história propriamente dita. O motivo da minha escolha pela regravação ao invés da original é devido ao poder que ela contém de energizar e fazer despertar o lado positivo e festeiro de qualquer um. Enquanto na obra original - que também é digna de um post - o ritmo lento trazia a base pra uma história de vingança, aqui o objetivo de Brown e sua exímia banda é entreter. O que ele quer aqui é te fazer dançar, fazer você se soltar, rebolar, abrir o espacate, pular e cantar com seus amigos como se essa fosse sua última noite de vida. É impossível ouvir Rapp Payback e não se imaginar numa festa memorável. Não uma festa qualquer, politicamente correta e agradável. Aqui "agradável" é o menor dos superlativos. Essa é daquelas festas épicas. Evento pra atrair polícia, câmeras do jornal do bairro e vizinhos inconformados com pessoas pulando do telhado na piscina de cerveja numa sinergia pouco vista antes. As festas de filmes como American Pie, Clube dos Cafajestes e Um Convidado Bem Trapalhão são reuniões do Clube de Gamão da Terceira Idade perto do que James Brown pode fazer com você. Esse cara é a encarnação da diversão. Seu nome do meio deveria ser James "Festa" Brown. Sua mãe deve ter dado Nescau demais pra ele quando garoto, de forma que a energia que dá gosto se acumulou no seu sangue fazendo com que todos seus movimentos sejam dança, todas suas falas sejam música e todas suas risadas um grito contagiante. Veja a foto do rapaz acima e diga-me o que ela te remete. Sempre fui fã de sorrisos. Fico feliz quando vejo um sorriso largo e contagiante de alguém na rua. James contagia desde o menor sorriso até o mais agudo grito. É assim que funciona Rapp Payback. Com um swing marcante dominado por um piano enfurecido e uma guitarrinha de leve o cara vai mexendo com todos os que estavam presentes naquela gravação. A todos Brown convida: "Vamos lá, diga algo". Em alguns trechos os backings perguntam: "Onde está Mozes?" que só Deus deve saber quem é. Provavelmente é algum dos convidados da festa que foi encontrado dois dias depois dormindo atrás do sofá com uma bela enxaqueca. Em outros trechos o cantor solta daqueles seus berros afinadíssimos, que tem o poder de transferir sua energia inesgotável para o interlocutor. É tiro e queda. Você ouve e quer sair dançando. Se ouvir demais você provavelmente vai dar uma festa na sua casa e fazer todos seus convidados pularem ao som do Mestre James Brown. Não é à toa que na melhor cena do Homem Aranha 3, quando Peter Parker está se sentindo o maioral nas ruas de Nova York, é James Brown quem ouvimos ao fundo. O efeito é o mesmo em todos que ouvirem ;)

Nunca ouviu?

Faça sua festa. Escute:

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