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Sou um homem em constante dualidade. Metade de mim queria ser um astro do Rock. A outra metade um monge budista. O resultado disso foi um blog que mistura John Lennon e Jesus Cristo e um livro chamado Heróis e Anônimos.

Era uma vez no oeste

29/10/2012

Viajar no tempo é possível: basta uma boa banda tocando

Sempre podemos dividir a carreira de uma banda em duas partes: Estúdio e Ao Vivo. Às vezes essas metades se completam como se fossem Ying e Yang - como na carreira do AC/DC, por exemplo. Já alguns grupos, como Beatles e Led Zeppelin, priorizaram seus discos de estúdio em uma carreira mais conceitual. Outros como Deep Purple ou The Who ficaram famosos por suas versões irrepetíveis em uma discografia impecável ao vivo. Seguindo a linha desse último grupo, trago uma canção que foi reformulada por sua banda a cada vez que foi tocada num show. É do Dire Straits e está presente em seu segundo disco, "Communiqué", de 1979, mas a versão ao vivo é do álbum "Alchemy", lançago 5 anos depois. Segue a letra:




Once Upon A Time In The West
(Knopfler)

Some people get a cheap laugh breaking up the speed limit
Scaring the pedestrians for minute
Crossing up progress driving on the grass
Leaving just enough room to pass
Sunday driver never took a test
Oh yeah, once upon a time in the west

Yes it's no use saying that you don't know nothing
It's still gonna get you if you don't do something
Sitting on a fence that's a dangerous course
Ah, you could even catch a buller from the peace-keeping force
Even the hero gets a bullet in the chest
Oh yeah, once upon a time in the west

Mother Mary your children are slaughtered
Some of you mothers ought to lock up yout daughter
Who's protecting the innocenti
Heap big trouble in the land of plenty
Tell me how we're gonna do what's best
You guess once upon a time in the west

Oh yeah once upon a time in the west
Oh yeah once upon a time in the west
Oh yeah once upon a time in the west

Once upon a time in the west

Vamos à andança...

Meu professor de inglês perguntou outro dia: "Vocês já ouviram uma música pela primeira vez que fez seu queixo cair?" Esse foi um caso. Decidi conhecer mais sobre Dire Straits, banda que teve presença discreta, mas constante na minha vida desde sempre - apreciada por meu pai, tios, primo e irmão. Resolvi colocar um disco ainda inédito pra mim no celular. O escolhido foi o show "Alchemy" de 1984. Quando ouvi o ritmo galopante de Once Upon a Time in West, com seu título repetido incansavelmente pelo cantor Mark Knoplfer e os backing vocals, percebi que meu queixo estava no meu colo faz tempo. Demorei pra encaixa-lo de volta, tão ocupada minha mente estava viajando no solinho de guitarra delirante de Knoplfer e no baixo grandioso de John Illsley. O entrosamento desses dois mestres é daqueles de fazer valer a teoria de Einstein de que o tempo é relativo. Sua mente se desprende de tal maneira que horas e minutos se tornam o mesmo. Não há distinção em segundos ou semanas. É mais coerente contar o tempo pelas batidas da bateria de Terry Williams, sempre provendo uma base viajante pro grupo. No final somos jogados de volta pra terra firme com os aplausos da multidão que teve a chance única de conferir esta versão da obra. Nunca mais foi tocada dessa forma outra vez. Há outras versões de Once Upon a Time in West ao vivo, mas cada uma é diferente, sendo impossível eleger uma melhor. Apenas escolhi essa do disco "Alchemy" por ser a que me fez viajar primeiro. Depois de ouvir é possível raciocinar logicamente: a peça original do disco "Communiqué" possui 5 minutos. No disco ao vivo o tempo mais que dobrou - ao menos é o que temos registrado, pois como disse o mestre físico, esse tempo é relativo. Não se assuste com a duração da obra - como comentei, você não será capaz de medi-lo enquanto ela estiver tocando. É como se o Dire Straits te transportasse pro espaço, onde não há tempo. Lá haverá somente você, a banda, os acordes agudos e afiados de Mark Knoplfer e a história surreal sobre o oeste. Curiosamente, na terra dos cowboys e xerifes o tempo parecia correr mais lentamente. Pelo que vemos em filmes do gênero - ao exemplo do filme que carrega o mesmo nome dessa música, dirigido por Sergio Leone - no oeste as pessoas pareciam mais tranquilas, com mais tempo pra viverem suas vidas, realizar seus afazeres, andarem a cavalo, caçarem bandidos, irem ao bar e jogarem poker com os amigos. Bem diferente do que vemos hoje, em cidades grandes. Então, vamos ouvir Dire Straits e torcer para que seu feitiço caia sobre nosso cotidiano ;)

Nunca ouviu?

Era uma vez o tempo. Escute:

2 comentários:

Renato Perazza disse...

Já no primeiro acorde dessa música eu começo a viajar.
Não uso drogas, mas posso dizer que a levada dessa músicas, os solos suaves e o vocal tranquilo de Mark Knopfler me fazem viajar pra outra dimensão.
Uma dimensão mais longe que qualquer outra já alcançada.
Bela música.

Andarilho disse...

Como te falei, essa música tem um nível absurdo, principalmente para uma versão ao vivo. Coisa épica. Quem precisa de drogas com uma música assim? Hahaha Abraços

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