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[SHOW] Te levarei lá

13/09/2012

Show da Shirley King em São Paulo, dia 06/09/12

Demorei pra postar um texto sobre o show da Shirley King, pois estava esperando uma foto estratégica. Você confere ela logo mais abaixo entrecortando a viagem gigantescamente estupenda que foi o show dessa moça, mais conhecida como "Filha do Blues", por ser herdeira de ninguém menos que o Mestre Supremo B.B. King. Nem precisaria dizer mais nada. Apenas com essas informações é possível perceber que foi um evento único. Mas ainda assim peço que tenham paciência para mais uma viagem musical. Segue a letra:




I'll Take You There
(Staples)

Aaaaah, haaa
I know a place
Ain't nobody cryin'
Ain't nobody worried
Ain't no smilin' faces
Mmm-mmm, no, no
Lyin' to the races
Help me, come on, come on
Somebody, help me, now
(I'll take you there)
Help me, y'all
(I'll take you there)
Oh, mmm-mmm (I'll take you there)
Oh, oh, mercy
(I'll take you there)
Oh, let me take you there
(I'll take you there)

Oh-oh-hoooo, let me take you there
(I'll take you there)

Play it Mary, play your
Play your piano now
All right
Aaaaaah, do it, do it
Come on now
Play on it, play on it
Bid Daddy, now
Daddy, Daddy, Daddy
Play your, ummmmm

Ooh, Lord
All right now
Baby, little lady, easy now
Help me now
Come on, little lady
All right
Dum-dum-dum-dum
Doin' sockin' soul

Aaaaaaah, oooh, aaaaah
I know a place, y'all
(I'll take you there)
Ain't nobody cryin' there
(I'll take you there)
Ain't nobody worried, y'all
(I'll take you there)
No smilin' faces
(I'll take you there)
Uh-uh
(Lyin' to the races)
Oh, oh, no
Oh
(I'll take you there)
Oh, oh,
(I'll take you there)
Mercy now
(I'll take you there)
I'm callin' callin' callin' for mercy
(I'll take you there)
Mercy, mercy
(I'll take you there)
You gotta, gotta, gotta let me
Let me take you, take you
Take you over there

Vamos à andança...

Confesso que eu nunca tinha ouvido falar na Shirley King, uma gafe que me envergonhou após o show, mas depois descobri que ela adentrou ao terreno musical do pai já ao longo de seus quarenta anos e nunca se preocupou muito em chegar ao mainstream. Nesse ponto ela puxou o pai. Quem já teve a honra de ver um show do B.B. King ou conhece um pouco sobre a vida da maior Lenda do Blues sabe que ele nunca quis mostrar nada pra ninguém. B.B. King chegou a dizer num documentário do U2, imagine você, que ele era péssimo com os acordes. Dá pra imaginar um dos maiores guitarristas do mundo, influência para todas as gerações seguintes dizendo algo tão humilde? Mas é o que ele e Shirley fazem: cantar pelo simples prazer de fazê-lo. Nada além disso. E não é apenas essa a semelhança com o pai. A Filha do Blues tem uma voz em potência quase igual à do pai, porém em uma versão feminina sulista americana (entenda-se: ótima!). Além disso Shirley é extremamente carismática, qualidade que, somada ao seu dote físico digamos, avantajado, lhe confere um ar de tia bonachona diante da qual não dá para não se apaixonar. Prova desse amor à arte e ao público reflete num momento do show em que ela e sua banda cantavam a famosa canção de B.B. King, Thrill is Gone, enquanto a cantora e seu guitarrista caminhavam por entre o público. Foi nessa hora que fui agraciado com um abraço dela - e uma quase sentada no colo, diga-se de passagem. Por grande sorte, minha querida prima e Mestra Ana conseguiu capturar uma foto ao lado da figura. Veja:


Além de Thrill is Gone, Shirley mandou outros clássicos supremos do blues como Stormy Monday, You Rock Me (canção irmã de You Shook Me), além de uma versão feminina genial para Hoochie Coochie Man (que no caso virou Hoochie Coochie Woman). Sua banda é outro show a parte, composta pelos músicos Giba Byblos na guitarra, Fábio Basíli no baixo, Sérgio Paulo dos Santos na bateria, além do bluesman de Louisiana Gerard Noel e do grande gaitista Ivan Márcio. Antes da cantora entrar, o grupo nos presenteou com dois números sensacionais. Noel ainda soltou a voz com um cover maravilhoso de My Girl, dos Temptations. Na canção de hoje - um cover do blueseiro de Chicago Miles Staples - Shirley conduz o balanço gostoso do grupo numa balada sincera e capaz de extrair sorrisos de qualquer ouvinte. Ela diz, docemente: "Conheço um lugar onde não há ninguém chorando ou se preocupando e se você me permitir eu te levarei pra lá". Ao fundo os backing vocals contribuem com o clima dos anos 60 repetindo "I'll take you there". Pelo vídeo abaixo, mais um presente da minha prima, podemos ver o poder da voz dessa cantora, além de sua presença de palco interagindo ao máximo com o público, seja na hora de fazer alguma piada, seja na hora de dar uma bronca nos espectadores que não paravam de assobiar graças ao seu jeito Sexy de ser. Há também um solo de gaita inacreditável e um solo de Saxofone embebedante. Eu que não conhecia o trabalho dessa ilustre cantora, tenho que agradecer também à minha mãe que comprou um ingresso pro show de última hora e me deu a chance de ver tudo isso mesmo quando eu não esperava nada. Se há um lugar bom para ir, onde ninguém chora, onde só há sorrisos, certamente é num show da Shirley King ;)

PS: Fica aqui também todos os possíveis elogios ao Sesc São Paulo que sempre traz shows incríveis como esse, além dos já comentados Irmandade do Blues e Fernando Noronha & Black Soul. Sempre cobrando preços pequeníssimos e oferecendo um som de qualidade em shows inesquecíveis, Sesc, à vocês, muito obrigado!

Nunca ouviu?

Agradeça à Ana Perazza. Escute:

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