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[LIVRO] O Barulho na Minha Cabeça te Incomoda?

18/06/2012

A loucura e a música de Steven Tyler

Terminei de ler há alguns dias a biografia de Steven Tyler, o icônico vocalista do Aerosmith. Até então eu não era grande fã ou conhecedor da banda americana, o que tornou a leitura ainda mais interessante. Era um universo totalmente novo a ser explorado. E que universo maluco e fascinante é a vida de Tyler. Não é à toa que o subtítulo do livre seja: "O barulho na minha cabeça te incomoda?". Pra viajar um pouco sobre a leitura, trago uma das maiores canções da banda, presente no disco "Pump" de 1989. Segue a letra:





Love In An Elevator
(Perry/Tyler)

Workin' like a dog for the boss man (whoa)
workin' for the company (whoa-yeah)
bettin' on the dice I'm tossin' (whoa)
I'm gonna have a fantasy (whoa-yeah)

where am I gonna look?
they tell me that love is blind
I really need a girl like an open book
to read between the lines

love in an elevator
livin' it up when I'm going down
love in an elevator
lovin' it up 'til I hit the ground

shakin' in the elevator (whoa)
lingerie second floor (whoa yeah)
she said can I see you later (whoa)
and love you just a little more (whoa yeah)

I kinda hope we get stuck
nobody gets out alive
she said I'll show you how to fax in the mailroom honey
and have you home by five

love in an elevator
livin' it up when I'm going down
love in an elevator
lovin' it up 'til I hit the ground
in the air, in the air

honey one more time now it ain't fair
love in an elevator
lovin' it up when i'm going down
love in an
elevator
going down

gonna be a penthouse pauper
gonna be a millionaire
gonna be a real fast talker
and have me a love affair
gotta get my timing right
it's a test that I got to pass
I'll chase you all the way to the stairway honey
kiss your sassafrass

Vamos à andança...



Quando alguém me pergunta o que achei do livro sobre a vida de Steven Tyler, umas das primeiras coisas que sai da minha boca quase sem pensar é: "O cara é maluco. Mais doido que Ozzy Osbourne". Embora exagerada, a comparação com o lendário líder do Black Sabbath é fundamentada. Steven Tyler foi um cara extremo. Viveu cada dia dos seus hoje 63 anos com sempre o máximo possível. O máximo em drogas, o máximo em paixões, o máximo em emoções, o máximo em brigas, o máximo em alegrias. Moderação é uma palavra inexistente no dicionário pessoal do vocalista do Aerosmith. Até mesmo a forma como o livro foi escrito explica isso. Ao ler sua biografia sentimos que estamos numa mesa de bar, devidamente alcoolizados, cara a cara com Steven. Em meio a palavrões, piadas, trocadilhos e muitas verdades - doa a quem doer - Tyler tece sua vida com a mesma paixão com a qual viveu. Ele mesmo assume que teve sorte. Que por muito menos, outras lendas do Rock deixaram esse mundo. Em meio a inúmeras estadias em clínicas de reabilitação e brigas internas, estava ali também um homem que nasceu para fazer o que fazia. Tyler sempre soube disso: veio ao mundo para ser uma estrela do rock. Ficar bêbado, transar com groupies, cair drogado do palco e ter conflitos no casamento era parte de sua profissão, ele sabia. Talvez seu erro tenha sido viver isso tudo abertamente, mas foi o que determinou boa parte de sua personalidade. Com Tyler não há panos quentes. Tudo é feito ao extremo, assim como sua música. Love in an Elevator foi uma das canções que ouvi há alguns anos e me fizeram ver que, no Aerosmith, havia muita coisa boa a ser explorada. Se você ouvir essa canção e prestar atenção nos vocais, verá como Tyler canta como ninguém. Parece que o homem nem respira entre os versos. Sua voz vai até o limiar da sanidade, escancarando um refrão apaixonante no melhor universo roqueiro o qual ele vivei: "Amar no elevador! Aproveitando enquanto vou pra baixo. Amar no elevador! Aproveitando até chegar ao chão". Falar de Aerosmith ou de Steven Tyler sem citar Joe Perry é impossível. Talvez por isso, grande parte do livro seja dedicada à relação de amor e ódio entre os "irmãos" músicos. Vocal e guitarra se misturam como poucos aqui. Fogo e gelo, água e vinho. Complementares e opostos são Tyler e Perry, dois estranhos perfeitos. A guitarra de Love in an Elevator é outro dos pontos excelentes da obra e carreira do Smith Voador. Aqui o riff frenético de Perry destila energia vibrante enquanto a canção sobe e desce como o elevador do título. Além disso temos os backing vocals fazendo ótimos gritos entre as estrofes dando suporte pras vocalizações de Steven que ganham destaque forte no meio da canção. É uma música pra subir. Se fosse um elevador precisaria de freio, ou você seria projetado além da cobertura. Quanto à sacanagem do tema, só mais uma das inúmeras aventuras vividas por Tyler em sua jornada no mais puro Rock and Roll. Se o barulho na cabeça de Tyler incomoda alguém, então somos todos sofredores voluntários ;)

Nunca ouviu?

Entre no elevador do Rock and Roll. Escute:

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