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[SHOW] Doce lar, Chicago

02/06/2012

Show do Blues Brother Tribute em São Paulo, dia 25/05/2012

O texto de hoje poderia e merecia ser encaixado na seção [SOUNDTRACK] visto que tem tudo a ver com uma das melhores combinações entre música e cinema. Entretanto o destino colocou os Blues Brother neste blog por meio de mais um espetáculo que tive a honra de assistir. A banda tributo dos Irmãos Cara-de-Pau veio para o Brasil e se apresentou no Via Funchal. Mais uma vez fui agraciados com convites que não esperava provenientes de uma amiga da minha mãe, a qual eu e meus amigos agradecemos. Para ilustrar um show sobre blues, nada melhor que uma das maiores canções da história do gênero. Segue a letra:




Sweet Home Chicago
(Johnson)

Come on
Oh baby don't you wanna go
Come on
Oh baby don't you wanna go

Back to that same old place
Sweet home Chicago

Come on
Baby don't you wanna go
Hidehey
Baby don't you wanna go

Back to that same old place
Oh sweet home Chicago

Well, one and one is two
Six and two is eight
Come on baby don't ya make me late
Hidehey
Baby don't you wanna go

Back to that same old place
Sweet home Chicago

Come on
Baby don't you wanna go
Come on
Baby don't you wanna go


Back to that same old place
Sweet home Chicago

Six and three is nine
Nine and nine is eighteen
Come on baby don't ya make me late
Hidehey
Baby don't you wanna go

Back to that same old place
Sweet home Chicago

Oh come on
Baby don't you wanna go
Come on
Baby don't you wanna go

Back to that same old place
Sweet home Chicago.

Vamos à andança...

Blues Brother, ou em portugûes "Irmãos Cara-de-Pau" é um clássico filme de 1980 sobre uma dupla de picaretas que tem que organizar um festival de música para salvar um orfanato. Tudo isso em meio à boas piadas e muito bom som. Só para dar um gostinho, no elenco do filme estão ninguém menos que Aretha Franklin, Ray Charles, James Brown e Ray Charles, além do Mestre John Lee Hooker, dentre outros. É muita gente boa. Além disso, a trilha sonora inclui Sweet Home Chicago, um dos maiores hinos do blues, composto por ninguém menos que Robert Johnson. No filme a canção é encabeçada por Eric Clapton nos vocais e guitarra. Percebe o poder desse filme? Se talento fosse tangível não seria possível enquadrá-los nem em câmera Imax. Para fazer um tributo sobre uma banda que envolve tantos nomes lendários, os caras precisam ser muito bons, para dizer o mínimo. Não só dominar os intrumentos e o jogo de vozes tão importante na Soul Music - com as backing vocals ganhando tanto destaque quanto os vocalistas principais - como também encarnar a alegria. Blues Brother é, acima de tudo um filme sobre a alegria. A forma despreocupada e bem humorada de encarar a vida e qualquer problema é a maior lição dos Irmãos incorporados por John Belushi e Dan Aykroyd. E isso, posso garantir que a All New Original Tribute to Blues Brother conseguiu. No show, devido à organização da casa, tivemos que permanecer sentados. Foi difícil. Alguns fãs mais corajosos do que eu fizeram o que todo mundo estava com vontade: levantar e dançar, como se ninguém estivesse olhando. Ver felicidades nos rostos de praticamente todos os presentes tornou o show ainda mais único. Aliás se ficar sentado foi difícil, permanecer sério foi outro desafio. A banda tocou toda a trilha sonora com a maior energia possível. As três belas backing vocals extravasavam essa energia com danças sensacionais e a dupla dos Irmãos de terno, óculos e chapéu só tornava tudo ainda mais exagerado e divertido com encenações e as danças excêntricas - exatamente como no filme. O encerramento ficou com a excelente música de Robert Johnson, numa versão que, assim como o filme, traz um ritmo acelerado e dançante. Eric Clapton solta o gogó com os versos rápidos e o refrão tão famoso: "De volta ao meu velho lugar, doce lar Chicago!" Há ainda um solo de piano monstruoso. Mas o maior destaque da canção fica por conta dos metais que permeiam cada verso com um riff ótimo. Ao final há simplesmente um dos maiores momentos de sopro jamais registrados. Os trompetes fazem um solo enérgico e inspirador. Com subidas e descidas, culminam numa repetição que vai ficando cada vez mais aguda até explodir boas vibrações em aplausos. E aplausos merecidos é o que mais ganhou a banda tributo naquela noite no Via Funchal ;)

Nunca ouviu?

Volte para seu doce lar. Escute:

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