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Sou um homem em constante dualidade. Metade de mim queria ser um astro do Rock. A outra metade um monge budista. O resultado disso foi um blog que mistura John Lennon e Jesus Cristo e um livro chamado Heróis e Anônimos.

Às vezes tenho vontade de gritar

07/06/2012

A Última Grande Música do Deep Purple (por enquanto)

Tenho um carinho especial pelo disco "Purpendicular" do Deep Purple, lançado em 1996. Foi esse álbum que me libertou para o universo dos CDs. Depois que o comprei, há alguns anos atrás, por R$14 descobri que podia encontrar muitas oportunidades por um preço bacana. Foi a partir dele que iniciei minha coleção de discos de Rock. Também foi meu primeiro CD do Deep Purple. Além disso tudo, é em "Purpendicular" que encontra-se a Última Grande Música lançada pela lendária banda inglesa, na qual iremos viajar hoje. Segue a letra:





Sometimes I Feel Like Screaming
(Gillan/Morse/Lord/Glover/Paice)

While you were out
The message says
You left a number
And I tried to call
But they wrote it down
In a perfect Spanish scrawl
Perfect Spanish scrawl

Yet again
I'm missing you
King size bed
In a hotel someplace
I hear your name
I see your face
I see your face

The back street dolls
And the side door Johnnies
The wide eyed boys with their bags full of money

Back in the alley
Going bang to the wall
Tied to the tail
Of a midnight crawl

Heaven wouldn't be
So high I know
If the times gone by
Hadn't been so low

The best laid plans
Come apart at the seams
And shatter all my dreams

Sometimes I feel like screaming
Close my eyes
It's times like this
My head goes down

And the only thing I know
Is the name of this town?
Name of this town?

Yet again
I'm missing you
Won't be long
O' coming home

Until that distant time
I'll be moving on
I'll be moving on

The back street dolls
And the side door Johnnies
The wide eyed boys with their bags full of money

Back in the alley
Going bang to the wall
Tied to the tail
Of a midnight crawl

Heaven wouldn't be
So high I know
If the times gone by
Hadn't been so low

The best laid plans
Come apart at the seams
And shatter all my dreams

Full of money
Full of money

The back street dolls
And the side door Johnnies
The wide eyed boys with their bags full of money

Back in the alley
Going bang to the wall
Tied to the tail
Of a midnight crawl

Heaven wouldn't be
So high I know
If the times gone by
Hadn't been so low

The best laid plans
Come apart at the seams
And shatter all my dreams

Vamos à andança...

Como assim Última Grande Música? O Deep Purple ainda está na ativa! Sim, sim, e torço pra que façam outro show no Brasil em breve. Mas a verdade é que após "Purpendicular" nenhum outro disco incluiu uma Grande Canção. Claro, todos os discos são bons. Mas estamos falando de Deep Purple, autora de obras-primas como Perfect Strangers, Smoke on the Water e Soldier of Fortune, além de muitas outras lançadas nos anos dourados da década de 70 e 80. E no mesmo nível desta está Sometimes I Feel Like Screaming, a última remanescente de uma safra sagrada. Essa música é aquela que podemos considerar obra-prima. Sua composição é, para dizer o mínimo, perfeita. Muitos motivos justificam. O primeiro deles é o que aparece logo no início e permeia os refrões: o riff miraculoso de Steev Morse. Essa levada na guitarra é genial, bonita e inspiradora. Como diria minha vó: é praticamente um poema. E já que Deep Purple remete sempre à uma banda primorosa, há, além da guitarra, o teclado de John Lord que domina caída pós-refrão numa viagem incrível pelas teclas. O baixo de Roger Glover sempre preciso cria, junto da bateria de Ian Paice o ambiente suave e viajante que a música pede. Ian Gillan, como não poderia deixar de ser, conduz a poesia com maestria. Ele começa cantando num sussurro: "Enquanto você saiu a mensagem disse que você deixou um número. Tentei ligar, mas haviam anotado num rabisco em espanhol. Ainda assim sinto sua falta. Uma cama grande num hotel em algum lugar. Ouço seu nome, vejo seu rosto". A repetição dos versos: "Perfect spanish scrawl" e "I see your face" são excelentes. Não só nos acostumam com o ritmo da obra, como apresentam o já citado, mas nunca cansativo, riff de Morse. Uma acelerada na bateria traz uma grande ascendida na canção, onde Gillan passa a cantar rapidamente, agora num ritmo mais pesado. Ele desabafa os versos sobre a agonia, saudade e desespero até culminar na frase-título: "Às vezes tenho vontade de gritar". Ironicamente, entretanto, a música desce novamente pro ritmo lento, já emendando, como quem recupera a sanidade: "Fechar meus olhos. Nessas horas, minha cabeça gira. E a única coisa que eu sei é o nome dessa cidade". Assim, a canção continua com suas progressões e regressões - como perdas ou retomadas de controle mental - conduzindo-nos pelos hotéis, cidades e lugares pelos quais nosso narrador devaneia e liberta suas emoções, seja com sussurros ou gritos ferozes. Tudo isso embalado por um solo maravilhoso de Steve Morse, talvez o melhor de sua carreira. Obra-prima. Sim, essa é, (por enquanto) a Última Grande Música do Purple ;)

Nunca ouviu?

Liberte sua vontade de gritar. Escute:

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