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Ooh! Minha alma!

07/02/2012

O legítimo Rock and Roll nas veias - de Paul McCartney

Assisti nesse fim de semana o maravilindo filme "O Garoto de Liverpool" (Nowhere Boy) que conta a história da adolescência de John Lennon até os primórdios dos Beatles. O filme é inteiro sensacional e mostra ao público o lado mais roqueiro de John - rebelde, transgressor e criativo. Confesso que um dos momentos que mais me emocionou foi ver o princípio da amizade entre John e Paul McCartney. Menos esteriotipado entretanto, esse último, assim como Lennon, também tinha seu lado altamente roqueiro. Trago hoje então uma canção cantada por Paul, mas com todo balanço do rock que John tanto apreciava - e que igualmente inspirava McCartney. Não é a toa que a parceria foi a mais bem sucedida da história. Faz parte do disco mais roqueiro do grupo: "Live at BBC" (1993). Segue a letra:




Ooh! My Soul
(Penniman)

Ooh! My Soul
Well baby baby baby baby,
don't you know my love is true?
Honey honey honey honey,
said get off of that money.
Love love love.
Ooh! My soul.

Well gimme gimme gimme gimme gimme
gimme all the love you got.
Baby baby baby baby,
don't you know I want a lot.
Love love love.
Ooh! My soul.

Well baby baby baby baby,
don't you know my love is true?
I said honey honey honey honey,
get off of that money.
Love love love.
Ooh! My soul.

Well baby baby baby baby,
don't you know my love is true?
Honey honey honey honey,
get off get off of that money.
Love love love.
Ooh! My soul.

Vamos à andança...

John Lennon era tão amante do rock cinquentista que disse certa vez em entrevista à Rolling Stone que nada - NADA! - do que os Beatles fizeram chegou perto de clássicos dos anos 50 como Be-Bop-A-Lula de Gene Vincent. O cara era exagerado e emotivo, vale lembrar. Por isso devemos considerar a frase com cautela. Apesar de altamente exagerado, o desabafo demonstra o amor platônico de John Lennon pelo Rock and Roll Legítimo. Isso nunca foi novidade para ninguém. Entretanto, Paul McCartney era devoto da mesma seita roqueira, embora muito mais contido. Devido ao grande acervo cultural e musical do baixista dos Beatles - que envolve canções de todos os gêneros - e a polida educação inglesa, seu lado roqueiro ficou, digamos, mais apagado que o de John. Estamos aqui para eliminar essa impressão. Canções já viajadas aqui como I Saw Her Standing There e Another Girl mostram que Paul sempre carregou o rock and roll clássico em suas veias. Mas em Ooh! My Soul - gravada no começo da carreira do quarteto de Liverpool, 1963 - esse amor é escancarado. Para começar estamos falando de um cover do lendário Little Richard. Só por esse nome já podemos ter uma noção da pegada da música. Nela, os Beatles aceleraram a canção o máximo que podiam, com pancadas violentas de Ringo Starr, uma máquina de baquetas. George Harrison e John Lennon destilam suas guitarras com velocidade e precisão, enquanto Paul não perde o pique um segundo sequer. Ele começa já exigindo o máximo de suas cordas vocais - e ó que elas aguentam! Mal a canção começa, o garoto grita: "Ooh! My Soul!". Nisso já emenda os versos passionais: "Baby, baby, baby, você não sabe que meu amor é verdadeiro? Doce, doce, doce, eu disse: livre-se desse dinheiro! Amor, amor, amor... Ooh! Minha alma". A estrutura é simples, o que importa mesmo é a ênfase nas palavras. E nisso McCartney não deixa a desejar. A adrenalina vai ao máximo quando ele grita: "Me dê, me dê, me dê, me dê todo amor que você tem. Baby, baby, baby, você sabe que eu quero muito. Amor, amor, amor, amor... Ooh! Minha Alma!". Ao fundo, acompanhando os gritos do vocalista, a instrumentação come solta, com direito à um solinho rápido e digno de Harrison. Rápido aliás é tudo aqui, pois a música acaba com menos de dois minutos. E como todo bom rock legítimo, nos deixa querendo mais e mais e mais e mais... ;)

Nunca ouviu?

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