Mais um livro do Andarilho

Sua última chance

19/12/2011

Não a disperdice. Faça sua melhor música

Uma das bandas que mais merece comentários é, sem dúvida Dire Straits. Como tenho habilidades limitadas para discorrer sobre obras tão boas, falei muito pouco deles aqui no blog. Mas no fim de semana acabei relembrando de alguns de seus hits em uma viagem que fiz com meu pai e meu irmão. Uma das mais marcantes, sem dúvida é essa peça, do disco "Brothers in Arms", de 1986. Vale uma chance de ser ouvida para quem não conhece. Segue a letra:




Your Latest Trick
(Knopfler)

All the late night bargains have been struck
Between the southern beaus and their belles
And prehistoric garbage trucks
Have the city to themselves
Echoes and roars of dinosaurs
They're all doing the monster mash
And most of the taxis, most of the whores
Are only taking calls for cash

I don't know how it happened
It all took place so quick
But all I can do is hand it to you
And your latest trick

My door was standing open
Security was laid back and lax
But it was only my heart got broken
You must have had a pass key made out of wax
You played robbery with insolence
And I played the blues on twelve bars down on Lover's Lane
And you never did have the intellegence to use
The twelve keys hanging off my chain

I don't know how it happened
It all took place so quick
But all I can do is hand it to you
And your latest trick

Now it's past last call for alcohol
Past recall has been here and gone
The landlord finally paid us off
The satin jazzmen have put away their horns
And we're standing outside of this wonderland
Looking so bereaved and so bereft
Like a Bowery bum when he finally understands
The bottle's empty and there's nothing left

I don't know how it happened
It was faster than the eye could flick
But all I can do is hand it to you
And your latest trick

Vamos à andança...

Uma das coisas que mais admiro no multiverso do rock and roll é habilidade incrível de algumas bandas em incorporarem elementos e instrumentos atípicos do gênero, com maestria e sem deixar nada datado. Essa onda que começou com Beatles - que tocavam todos os instrumentos do mundo - se destacou com o Jethro Tull e sua flauta, com o Pink Floyd, com o Led Zeppelin e suas longas viagens, dentre várias bandas. Um dos melhores exemplos dessa perícia está aqui, com Dire Straits, nessa canção que trás um dos melhores - senão o melhor - saxofone já instalado numa canção. Os primeiros segundos são embalados com um maravilhoso solo do instrumentos. Permeando os refrões, o saxofonista Michael Brecker - que merece seu nome cravado numa esmeralda - continua seus sopros suaves, bonitos e deliciosamente viajantes. Ao fundo Mark Knoplfer solta leves dedilhadas de sua guitarra, sempre poderosa. Em alguns trechos a guitarra é pesada como quem diz: "Ainda somos uma banda de rock". Mas o resultado, obviamente graças ao saxofone, é um jazz de primeiríssimo nível com traços do melhor rock and roll em sua base. A voz de Knopfler acompanha suavemente o instrumental e essa poesia singela e bonita. Em seu refrão, ele entrega um pouco da paixão que o narrador sente: "Não sei como aconteceu. Foi mais rápido que um piscar de olhos. Mas tudo que posso fazer é me entregar a você. E é sua última chance". Como um tolo ele chantageia graciosamente sua amada, e como um apaixonado, é claro que só enxerga a possibilidade dela aceitar essa última chance. E nós aceitamos cada chance que temos de ouvir essa obra única musical ;)

Nunca ouviu?

É sua chance. Escute:

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