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Sacudir as paredes!

19/07/2011

O poder do rock para derrubar qualquer barreira

Uma das bandas de Hard Rock que mais me cativou ultimamente foi a desconhecida XYZ. O primeiro disco, que leva o título da banda e contém a agressiva Take What You Can, é um belo exemplar do puro Hard Rock, poderoso e grudento. Em seu segundo álbum, Hungry, de 1991, a banda evoluiu em seus arranjos e composições, dessa vez muito mais pesados e trabalhados. Essa é uma poderosa amostra desse disco. Segue a letra:




Shake Down the Walls
(Diglio)

Five o'clock fever
Ready for the bang
Tired of taking orders
And working like a slave

Feeling like a bad boy
Waiting for the bell
Need to lick the honey
From your wishing well

Cos it's the right time to rock
And we ain't gonna stop
Your skin on mine
Hot love baby it's time

We gonna shake down the walls
Gettin down and dirty on the other side
Shake down the walls
Gonna burn up Heaven and get wild tonight

Sexual healing
Show me how it's done
Touch is half the battle
And baby you've won

Come on over honey
Do what you do best
Once you get me started
I can do the rest

Cos it's the right time to rock
And we ain't gonna stop
Your skin on mine
Hot love baby it's time

We gonna shake down the walls
Gettin down and dirty on the other side
Shake down the walls
Gonna burn up heaven and get wild tonight

Vamos à andança...

Assim que essa música começa, há um grito cheio de efeitos que diz o nome da canção: "Sacudir as paredes!". Esse grito já promete que a canção trará o melhor do XYZ: ritmo, poder e, é claro, a voz destrutiva de Terry Ilous. O balanço potente da banda se forma no riff do guitarrista Marc Richard Diglio e na pedradas na bateria de Paul Monroe. O versos que antecedem o refrão trazem um ritmo tão bom que você inconscientemente já vai sacudindo a cabeça aos poucos. Ilous começa a cantar rápido: "Cinco horas de febre, pronto para o estrondo, cansado de receber ordens, trabalhando como um escravo". Enquanto ouve, você percebe que uma revolta nasce, crescendo junto com a instrumentação. Quando explode o refrão, fica o aviso... É bom tomar cuidado se estiver ouvindo a música no seu fone em algum lugar público. Dentro do ônibus lotado, por exemplo, sua sacudida pode começar uma briga. É tão empolgante esse refrão que se manter parado pode ser uma tarefa desafiadora. Ilous grita do fundo da alma, ainda assim extremamente afinado: "Nós vamos balançar as paredes! Deixar acabado e sujo do outro lado. Balançar as paredes! Queimar o céu e começar a noite selvagem!". Num desenho dos anos 90 que passava entre o excelente Laboratório de Dexter, havia um caricato super-grupo de heróis que precisavam dividir um apartamento (!). Um deles era um guitarrista chamado Val Hallen que usava os acordes metálicos de sua guitarra para destruir seus inimigos e - literalmente - tudo ao seu redor. Com esse refrão é isso que dá para imaginar. Tudo sucumbindo ao poder do rock e da guitarra. É muito poder de uma vez só... E mesmo quando esse refrão acabam, eles continuam ecoando na mente e esperando para serem repetidos. E você já estará preparado, sacudindo a cabeça, as paredes e todo o resto que precisar ;)

Val Hallen e o poder do rock

Nunca ouviu?

Prepare o reboco pra sua parede. Escute:

3 comentários:

Alan Borges disse...

Aeee mestre!

Sensacional a resenha!

O Hungry realmente é foda. Pena que foi o último de inéditas da banda (Desconsiderando a porrada de demos que a banda desenterrou desde então). Ele tem uma pegada distinta do homônimo original, e agrada bastante.

Menções honrosas para:

"Face Down in The Gutter"; hardão puro, empolgante e direto.

"When The Night Comes Down"; que talvez seja a música mais viajante do álbum, tem uma viagem parecida com Take What You Can.

"Off The Sun", essa é a que talvez represente melhor essa fase da banda, uma das melhores do disco, a performance do Ilous é matadora.

"When I Find Love", a baladinha de chorar do disco, outra que o Ilous arregaça nos vocais...

Enfim, eu poderia ficar o dia inteiro falando, mas o tempo é curto, hahahahahaha

Abraços, mestre!

Andarilho disse...

Hahahahaha eeeeesse é o Mestre Alan!

Observações mais que precisas: excelentes! Como vc disse, daria pra falar o dia inteiro desse álbum tão bom e ao mesmo tempo tão pouco conhecido.

Particularmente ainda prefiro o primeiro deles, assim como prefiro o primeiro do Skid Row perante a gigantesca evolução no segundo, mas é inegável a qualidade desse segundo disco.

"When I Find Love" é pra chorar e ficar no repeat a noite inteira... Boa demais e viajante demais!

Obrigado pelo comentário!

Abração!

Alan Borges disse...

Com certeza, o primeiro é melhor e mais acessível logo na primeira ouvida, é a dos hits mesmo. Mas o Hungry não fica pra trás, hahahahaha

Valeeu mestre!

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