Mais um livro do Andarilho

[LADO AB] Wonderwall

11/07/2011

Um hino dos anos 90 em versão de clássico dos anos 50

Falar em Oasis é quase que invariavelmente falar em Wonderwall. O hit máximo da banda - ainda que de longe não seja sua melhor canção - é um marco na história da música do final do século passado em início dos anos 2000. Wonderwall é uma obra de arte, sem dúvida - o tipo de música que reúne jovens para tomar uma cerveja no Pub. O que aconteceria se essa canção, tão marcante nas últimas duas décadas, tivesse sido gravada nos anos 50? Você descobrirá agora com a versão de Paul Anka. Segue a letra:




Wonderwall
(Gallagher)

Today is gonna be the day
That they're gonna throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you gotta do
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

Backbeat, the word was on the street
That the fire in your heart is out
I'm sure you've heard it all before
But you never really had a doubt
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

And all the roads we have to walk are winding
And all the lights that lead us there are blinding
There are many things that I would like to say to you
But I don't know how

Because maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall

Today was gonna be the day
But they'll never throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you're not to do
I don't believe that anybody
Feels the way I do about you now

And all the roads that lead you there were winding
And all the lights that light the way are blinding
There are many things that I would like to say to you
But I don't know how

I said maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall

I said maybe
You're gonna be the one that saves me
I said maybe
You're gonna be the one that saves me
I said maybe
You're gonna be the one that saves me

Vamos à andança...

Fazer uma regravação de uma música tão querida e amada por tanta gente no mundo é um desafio gigantesco. Só a coragem do artista para dar a cara a tapa já é algo que merece admiração, mas há de se convir que nem sempre a pretensão é proporcional ao talento, e o resultado pode soar como uma bela ofensa sonora prontinha para ser trancada na gaveta do esquecimento - se possível com a chave dentro da própria gaveta. Mas um dos grandes músicos do jazz cinquentista resolveu vestir a camisa. Paul Anka não só regravou Wonderwall, mas também pisou nos solos sagrados de outros clássicos do rock como Eye of Tiger do Survivor, Jump do Van Hallen e até mesmo - acredite se quiser - Smells Like Teen Spirit do Nirvana. Tudo isso e ainda mais foi lançado no disco "Rock Swings" de 2005, uma homenagem do cantor a um gênero que tanto admirava, apesar de não ter sido seu caminho ao estrelato. Anka realiza em Wonderwall uma sensacional releitura da obra dos irmãos Gallagher. O tom deixa de ser melancólico e a balada romântica passa a ser alegre e rápida. A abertura com os versos tão queridos: "Hoje será o dia em que eles jogarão tudo de volta para você. Agora você já deveria saber o que fazer. Eu não acredito que ninguém sente o mesmo que eu por você" na voz de Liam traziam um ritmo perfeito, já começando a viagem logo de cara nos acordes preciosos do violão de Noel. O Cantor de jazz, entretanto, usa os mesmos versos de forma acelerada, acentuando o clima festivo iniciado com o trabalho dos metais. A virada pro refrão é outro ponto alto dessa cover que no melhor estilo "Cassino", trás a voz grave do cantor acompanhada de instrumentação formidável: "Talvez, você será aquela que me salvará. E além de tudo você é minha protetora". Destaque também pro final supremo com um grito "Wonderwall!" vibrante no gogó do cantor. Claro que o encerramento não constói a mesma emoção emanada pelo trecho final do Oasis, com os backings suaves e o violão de Noel puxando toda uma instrumentação absurda, mas encerra a peça de forma também incrível, te trazendo como que por teletransporte de Nova-Iorque pra sua casa. Wonderwall de Paul Anka não chega a superar o material original do Oasis - afinal, isso é algo declaradamente impossível - mas é uma versão que merece ser ouvida com toda atenção e respeito, transformando uma obra de arte sonora em uma obra de arte dançante ;)

Nunca ouviu?

[LADO A] A original clássica-suprema-vibrante-emocionante do Oasis, de 1995:



[LADO B] A cover dançante-viajante-americanizada do Paul Anka, de 2005:

2 comentários:

Alan Borges disse...

wonderwall versão jazz??

animaaaaaaaal

Andarilho disse...

Por essa voce nao esperava hein! Hahaha... Abraço, mestre!

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