Mais um livro do Andarilho

Na estrada

26/06/2011

A ressaca do Fernando Noronha

Há um evento que ocorre logo após um show memorável em que o fã passa os dias seguintes ouvindo alucinadamente o artista que realizou o espetáculo, porém, misteriosamente, deixa de ouvi-lo por tempo intederminado. Chamo esse fenômeno de "Ressaca de Show". E acabou de acabar minha ressaca do show do Fernando Noronha & Black Soul e finalmentei voltei à ouvi-lo com a devida atenção. Não podia deixar de viajar nessa canção que há muito quero escrever e chegou a hora oportunda. É do disco "Changes" de 2003. Segue a letra:




On The Road
(Noronha)

I'm on the road again
Whiskey in my hand
Six hundred miles to ride
Another gig, another vibe

Playing the blues from town
To town day and night

Road is my road
The band, my family
Got women all around
None I can call my own

Playing the blues from town
To town day and night

I feel so good
Everytime my babe cry

I try to stay away
Away from my demons
But you know it ain't easy
When you're living on the road

Playing the blues from town
To town day and night

Playing the blues from town
To town it's my life

I feel so good
Everytime my babe cry

Vamos à andança...

No primeiro especial do blog, uma homenagem aos andarilhos, citei uma canção do Fernando Noronha & Black Soul que trás muito do espírito andarilho. A canção é tão boa, que sempre desejei fazer uma viagem exclusiva sobre ela - o que faço agora, muito tempo depois. Essa canção, desde a primeira vez que a ouvi, se tornou minha preferida do disco "Changes" e uma das mais altas obras da banda. O espírito andarilho encarna esse personagem, que vive na estrada e, como diz o refrão, "tocando o blues de cidade em cidade, dia e noite". Vida boa a desse cara hein? Para personificar um estado de espírito tão bom, nada como uma bela instrumentação, alegre e viajante que abre a canção com uma apresentação do teclado e da guitarra. A guitarra de noronha dá vida à um riff simples e muito eficiente, responsável por te fazer sacudir a cabeça acompanhando o ritmo. Ele começa: "Estou na estrada de novo. Whisky na minha mão. Seissentas milhas pra percorrer. Mais um show, mais uma agitação" emendando o já citado refrão que conta com apenas dois versos, mas que ficarão ecoando na sua cabeça muito tempo. Na próxima estrofe ele continua descrevendo a aventura: "A estrada é minha casa, a banda minha família. Várias mulheres ao redor, nenhuma delas posso dizer que é minha". O teclado de Luciano Leães ao fundo vai tecendo mais viagens e mais alegrias aos ouvintes, fazendo uma base também pro solo fenomenal que Noronha faz. Após o solo, ele cita a estrofe mais misteriosa e sofrida da letra que diz: "Eu tento ficar afastado dos meus demônios. Mas você sabe, não é fácil quando você vive na estrada". Outro ponto alto é quando ele emenda no refrão a frase: "Me sinto tão bem toda vez que minha garota chora. Chore garota!" e em seguida faz mais um solo avassalador, começando por um agudo violento. Esse trecho por si só vale a canção, mas destaco também a bateria de Ronie Martinez nesse final que destrói em quarto sequencias rápidas enquanto o teclado e a guitarra brincam na base. Obra de arte e mais um presente para os andarilhos ;)

Nunca ouviu?

Caia na estrada agora. Escute:

Um comentário:

Renato disse...

Música Louca.
Indispensável pra qualquer viagem.

Abraço

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