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Pela noite elétrica

27/05/2011

Uma viagem no táxi do The Cult

Falando em grandes shows que estão acontecendo no Brasil, não posso deixar de comentar sobre uma banda que fez uma passagem relâmpago por aqui num espetáculo pouquíssimo divulgado. Nem um pouco à altura da banda foi a promoção do show do The Cult. Só descobri sobre o evento em São Paulo 2 dias antes, ouvindo, como sempre a Kiss FM. Infelizmente, o mesmo aconteceu exatamente no dia do show do Jethro Tull, onde eu me encontrava com meu pai, e não pude conferir o estpetáculo que deve ter sido ouvir The Cult ao vivo. Fica aqui então o puxão de orelha na organização do evento, que poderia ter sido em outro dia e merecia uma promoção muito maior do que alguns spots esporádicos no rádio. Em homenagem à essa passagem, viajo agora numa canção do disco "Eletric", de 1987, agora um dos meus preferidos. Segue a letra:





Aphrodisiac Jacket
(Astbury / Duff)

Ow, ow, ow

Sittin' on a mountain, looking at the sun
Plastic fantastic lobster telephone

Drive on baby, through the electric night
All the way sister, in the taxi of life

Cookin' in the kitchen, insects on the bone
Hazy, lazy, dream world drippin' on
Waitin' for a time bomb, yeah, tick tick tick away
Somethin' on the radio, yeah yeah, drip drip drip all day, yeah

Drive on baby, through the electric night
All the way sister, in the taxi of light
The sunshine glows, but nobody knows
The nighttime's gone, keep drivin' on, yeah

Aphrodisiac jacket
Napoleon machine gun
Livin' on a subway, yeah yeah
From dusk till dawn, yeah

Push baby, push, push, push, yeah...

Sittin' on a mountain, we're looking at the sun
Plastic fantastic lobster telephone, yeah

Drive on baby, through the electric night
All the way sister, in the taxi of light
The sunshine glows, but nobody knows
The nighttime's gone, keep drivin' on

Vamos à andança...

Como toda boa canção do Cult, essa merece um grande destaque pra guitarra de Billy Duff, responsável por um riff excelente, empolgante e muito viajante. O riff é tão bom que equipara-se às pedradas Automatic Blues, do disco "Sonic Temple" ou Star, do "1994". Uma vez li uma resenha no Whiplash sobre o disco "Stiff Upper Lip" do ACDC e o autor do texto afirmou que lembrava The Cult nos tempos do "Eletric". Não podia ser mais preciso. A guitarra violenta e enérgica lembra em muito a boa música que os irmãos Young sempre fizeram. Outro destaque, como sempre, é Ian Astbuty nos vocais. Pra aquecer junto com a guitarra, no início, o cantor dá uns gritos "Aaaaw" que chegam a ser divertidos na voz caricata dele. Então ele começa de vez a declamar em gritos ótimos os versos iniciais. Logo menos a música dá uma bela virada, onde a banda acompanha Astbury em coro: "Dirija, baby, pela noite elétrica. Todo caminho, irmã, nesse táxi da vida. O sol brilha, mas ninguém sabe por quê. O pesadelo se foi, continue dirigindo". Esse refrão tem um ritmo muito bom de ouvir, com subidas e descidas rápidas que terminam numa desacelerada perfeita, pronta pra bateria introduzir o riff novamente. Trabalho de mestres. Não é à toa que o disco é um dos preferidos dos fãs do The Cult. Hoje o disco está, para mim, empatado com o "1994" em primeiro lugar, sem dúvida graças à essa boa energia roqueira. Que eles voltem pra cá em breve, pois com tanta competência e com a presença de palco de Astbury - tão marcante que ele já acompanhou até os The Doors - um show dos caras deve ser inesquecível ;)

Nunca ouviu?

Continue dirigindo pela noite. Escute:

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