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Tudo é perfeito

10/02/2011

Percebe-se pelos marcadores de bandas ao lado que as pedradas violentas do rock and roll não são meu som favorito. Isso não quer dizer de forma alguma que o Thrash Metal - como é conhecido - seja um som ruim. De forma alguma, e está aí ao menos o Metallica pra dar uma força pro gênero. Mas depois de ouvir o disco "Sounds of White Noise" (1993), do Antharx, admito que essa banda passou a figurar entre minhas mais caras pedradas roqueiras. Segue a letra:





Only
(Bush / Ian / Bello / Benante)

Everything is perfect
Everything is sick, that's it
You can't tell me to stop it
You can't tell me not to quit, that's it

Revolve around yourself
It's you and no one else
Hard for me to stay
Swinging moods that change
From calmness to deranged
Unpredictable, unpredictable

You would see if
Only
You hadn't taken things out of my hands
Only
You never wanted to understand

Clasing ways to live here
Compromise for me
I'm at both ends of the spectrum
You're somewhere in the between
Ah, come clean

Crucified, terrified, sacrifice, my whole life
If only...
I can't contain myself
I can't contain myself
I just can't take myself

Vamos à andança...

Essa música é tão boa que ouso dizer que Perfect Strangers está para Deep Purple, assim como Only está pro Antharx. Ou seja, essa é a obra-prima suprema deles. Uma música perfeita. E não sou o primeiro nem o último a dizer isso. Mas o primeiro a dizer foi ninguém menos que James Hetfield, líder do Metallica, a Grande Banda do Thrash Metal por assim dizer. Hetfield estava correto, e como disse acima, não sou grande fã do gênero, mas tenho que concordar. Se você também não e, confie em mim e no James e ouça Only. A vibração já começa nos primeiros segundos, com a bateria agressiva de Charlie Benante. A baterria metralha por alguns segundos e apresenta a guitarra distorcida e ótima de Scott Ian. Esse clima pesado se firma e cria uma base incrível, que passa a ser conduzida primorosamente por John Bush, vocalista do Anthrax nessa fase. Falando nisso, Anthrax tem outra relação com o Deep Purple além da perfeição na canção: os incontáveis integrantes que ali passaram, capazes de preencher um time de futebol com direito à banco de reserva. Esse foi o primeiro disco com Bush nos vocais, criando uma personalidade única até então pra banda. A voz bacana e rasgada nos momentos certos - e que lembra um pouco Henning Wheland, do H-Blockx - forma aquele diferencial na canção. Ele canta versos de um ritmo altamente empolgante. Ou seja, a música tem peso na instrumentação e ritmo enérgico. E está formada a receita da perfeição. Quando entra o refrão, Bush solta aquele grito longo: "Oooooooooooonly" revigorante. Ao fundo backings ajudam na emoção. Ele diz: "Se ao menos você não tivesse tirado as coisas da minha mão. Ao menos você nunca quis compreender". Esse tom desalentado cai como uma luva nesse alongamento que exige o refrão. Contraste ótimo com as demais estrofes rápidas e curtas. Depois de um solo inspiradíssimo do guitarrista Dan Spitz, de fazer querer imitar o som agudo da guitarra, Bush volta pra mais alguns "Oooooonly". Nesse ponto já estamos acostumados e cantamos juntos. Depois podemos continuar o backing enquanto ele destrói nos gritos: "Não consigo me conter, não consigo me conter". E nós também não nos contemos ao ouvir mais uma canção que assume o status de "perfeita" ;)

PS: Como de costume, agradeço ao responsável, ainda que involuntariamente: Marcelobeat, pelo texto sensacional sobre o disco "Sounds of the White Noise".

Nunca ouviu?

Se ao menos você ouvisse agora... Escute:

Um comentário:

Marcelo Beat disse...

Valeu pela lembrança, Andarilho!
Mais bons sons pra nós, sempre!

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