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Tom Sawyer

16/12/2010

Outra grande banda que passou por aqui há pouco tempo é o Rush. Infelizmente não pude conferir o show dos caras. Eu estava levando numa boa essa perda musical até que um amigo meu, o Tiago, que foi ao show, me informou que o trio tocou o álbum "Moving Pictures" inteiro... Não gosto nem de pensar no que deve ter sido ouvir ao vivo esse clássico de 1980 e um dos melhores discos do Rush. Mas pra compensar vale uma viagem na canção de abertura do álbum, uma das mais incríveis da banda. Segue a letra:





Tom Sawyer
(Lee / Lifeson / Peart / Dubois)

A modern-day warrior
Mean, mean stride
Today's Tom Sawyer
Mean, mean pride

Though his mind is not for rent
Don't put him down as arrogant
His reserve, a quiet defense
Riding out the day's events

The river

What you say about his company
Is what you say about society
Catch the mist, catch the myth
Catch the mystery, catch the drift

The world is, the world is
Love and life are deep
Maybe as his skies are wide

Today's Tom Sawyer
He gets high on you
And the space he invades
He gets by on you

No, his mind is not for rent
To any god or government
Always hopeful, yet discontent
He knows changes aren't permanent

But change is

What you say about his company
Is what you say about society
Catch the witness, catch the wit
Catch the spirit, catch the spit

The world is, the world is
Love and life are deep
Maybe as his eyes are wide

Exit the warrior
Today's Tom Sawyer
He gets high on you
And the energy you trade
He gets right on to the friction of the day

Vamos à andança...

Rush é uma banda de respeito. Conheço quem não goste, mas não conheço quem fale que é ruim. É justificável quem não vá com a cara do agudo exageradamente fino de Geddy Lee, mas à esses fica o conselho de um sábio amigo meu: "Abstraia a voz e curta o som". E o som é o que o Rush faz de melhor com uma maestria sem igual. Com um pé no progressivo e a base no sempre excelente hard rock, o trio canadense cria instrumentações hipnotizantes e ao mesmo tempo revigorantes. O trecho inicial de Tom Sawyer é uma dessas passagens antológicas, pra ficar na memória eternamente, aguardando pra ser ouvido de novo. Geddy Lee começa (até que não tão agudo): "Um guerreiro moderno significa acelerar. Hoje, Tom Sawyer significa orgulho". Após apresentar o ilustre personagem de Mark Twain, eles aceleram de fato, como uma máquina, em que Lee continua: "Apesar de sua mente não estar à venda, não o considere arrogante. Seu modo reservado, uma quieta defesa. Conduzindo os eventos do dia". Aqui então entra esse ponto alto da instrumentação, progredindo nos acordes do baixo de Lee e da guitarra de Alex Lifeson. O baixo é um show à parte, imponente. Embora seja tentador, não voe tão alto ainda, pois no meio da canção há outro trecho impecavelmente trabalhado, com um solo de teclado incrível e um destaque maior pra bateria lendária de Neil Peart, sempre martelando precisamente suas dezenas de pratos. Daí sim você voará - e pra longe - já que até o fim distorções e efeitos da excelente produção permearão a canção de cima à baixo, de dentro pra fora. O tecladinho distorcido no fim, quase no fade-out, merece ser lembrado também. Em suma, Tom Sawyer é uma obra única, da primeira batida na bateria até o último segundo, capaz de trazer inspiração quando você mais precisar, como quando for fazer uma entrevista de emprego ou jogar uma final de campeonato. Será sucesso na certa, trazido por esse guerreiro chamado Tom ;)

Nunca ouviu?

Apresento-lhe, Tom Sawyer. Escute:

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