Mais um livro do Andarilho

Talvez, talvez, talvez, talvez...

03/11/2010

Dois motivos para o post de hoje. O primeiro é que foi uma sugestão do meu brother Jun já há alguns dias. O segundo é que segunda-feira agora assisti mais uma vez a famosa cover da Janis Joplin, Xandra Joplin & The Newfaces. Não é preciso dizer que o show foi sensacional. Já que se trata dessa banda, fica subentendido. A canção é do meu disco preferido da Janis, o "I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama!" de 1969. Segue a letra:





Maybe
(Joplin)

Maybe...
Oh, if I could pray, and I try, dear,
You might come back home, home to me.

Maybe
Whoa, if I could ever hold your little hand
Ooh, you might understand.
Maybe, maybe, maybe, maybe... yeah

Maybe, maybe, maybe, maybe, maybe, dear,
I guess I might have done something wrong,
Honey, I'd be glad to admit it
Ooh, come on home to me!
Honey, maybe, maybe, maybe, maybe... yeah

Well, I know that it just doesn't ever seem to matter, babe,
Ooh, honey, when I go out or what I'm trying to do,
Can't you see I'm still left here
And I'm holding on in needing you

Please, please, please, please,
Oh, won't you reconsider, babe,
Now come on, I said come back,
Won't you come back to me!

Maybe, dear, oh maybe, maybe, maybe,
Let me help you show me how.
Honey, maybe, maybe, maybe, maybe,
Maybe, maybe, maybe, yeah,
Maybe, maybe, maybe, yeah.
Ooh!

Vamos à andança...

Maybe. Quem sabe, por ventura, quiçá, talvez. Essa palavra dá margem pra muita viagem. E viajar em música é o que há de melhor. Essa canção da Janis trata essa dúvida, implícita no "Talvez", de forma única. Junto com Live Forever, do Oasis é praticamente a melhor canção que existe sobre o assunto. Faz refletir nas possibilidades. O que aconteceria se talvez você agisse diferente no passado, em determinado momento? Provavelmente tudo seria diferente, como sugere a Teoria do Caos. Janis se corrói por essa dúvida. Lamenta de forma dilacerante o rumo que as coisas tomaram nessa história de amor, cantando versos arrepiantes por completo. Ela começa já dando um show à parte em torno da simples palavra "Maybe", o que mais tarde se consumará no refrão. Mas por enquanto ela diz: "Talvez, se eu pudesse rezar e tentar... Você poderia voltar pra casa pra mim". Aliás não é só no "Maybe" o show à parte. Janis destrói também nesse final "Home to me...". Cada final de estrofe é uma obra de arte. Não é à toa que ela ocupa o posto de "Rainha do Rock and Roll" mesmo quanto toca blues. Continuando na letra: "Talvez se eu pudesse segurar sua mãozinha, você entenderia". É muito triste. E muito bonito - esse é o blues de verdade. Olhe só o refrão, uma explosão inconformada: "Talvez, talvez, talvez, talveeeeez!". Outro ponto alto da beleza dessa canção é mérito da banda. Em Maybe - e no disco todo, como dito no post da As Good as You've Been to This World - há um grande destaque nos trompetes. A introdução de Maybe traz uma base suave que apresenta um belo solo de trompete. Falar que é um "belo solo", na verdade é pouco. É uma Epifania o que o cara faz. E pra nossa alegria ele repete a dose no meio da canção, além de acompanhar majestosamente Janis que implora: "Por favor, volte, volte pra mim". Incrível. Aproveitando, fica aqui uma pequena homenagem à Rainha, que completa, esse ano, 40 anos de partida. Nesse tempo todo a gente fica com a voz, com a lembrança e com a emoção única de suas músicas ;)

Nunca ouviu?

Talvez nada. Você vai ouvir é agora. Escute:

Um comentário:

Jun disse...

Aloooha
Valeu por ter aceito a sugestão
Como a incerteza consegue ficar bonito em uma música
Maybe I don't really want to know
How your garden grows
'Cause I just want to fly!!!!!!
abrasssssss
só sei de uma coisa, nós vamos no show do Paul!!!!!
abrasssssss

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