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Sou um homem em constante dualidade. Metade de mim queria ser um astro do Rock. A outra metade um monge budista. O resultado disso foi um blog que mistura John Lennon e Jesus Cristo e um livro chamado Heróis e Anônimos.

Raízes radicais!

20/10/2010

Algumas pessoas têm lembranças muito boas de sua vida adolescente. Outras - a maioria, creio eu - sente calafrios ao lembrar da "idade-problema", de seus mistérios e sobretudo do tempo caprichosamente gasto com inutilidades. Eu costumo pensar como esse último grupo, entretanto canções do Rancid, como essa, me fazem pensar de outra forma, um tanto mais saudosa com aquela época. Essa faz parte do excelente "And Out Come the Wolves" de 1995. Segue a letra:





Roots Radicals
(Armstrong/Frederiksen/Freeman)

Took the 60 bus out of downtown Campbell
Ben Zanotto, he was on there, he was waiting for me
All the punk rockers and the moon stompers are out
On the corners where they're sparing for change

I started thinking you know I started drinking,
I don't (really) remember too much of that day.
Something struck me funny when we ran out of money.
Where do you go now when you're only 15?

With the music execution and the talk of revolution,
It bleeds in me
And it goes

Give 'em the boot the roots the radicals
Give 'em the boot you know I'm a radical
Give 'em the boot the roots the reggae on my stereo

The radio was playing, Desmond Dekker was singing
On the 43 bus as we climbed up the hill.
Nothing incoming but the reggae drumming
And we all come from unloving homes (I said)

Why even bother and pick up the bottle
Mr. bus driver please let these people on
Rudegirl Carol was a mini-skirt girl,
My blurry vision saw nothin' wrong.

With the music execution and the talk of revolution,
It bleeds in me
And it goes

Give 'em the boot the roots the radicals
Give 'em the boot you know I'm a radical
Give 'em the boot the roots the reggae on my stereo

On my stereo!

Yeah yeah, yeah yeah yeah yeah yeah
Yeah yeah, yeah yeah yeah yeah yeah
Yeah yeah, yeah yeah yeah yeah yeah
Yeah yeah, yeah yeah yeah yeah yeah!

Took the 60 bus out of downtown Campbell
Ben Zanotto, he was on there, he was waiting for me
All the punk rockers and the moon stompers are out
on the corners where they're sparing for change.

And the radio was playing, Desmond Dekker was singing
On the 43 bus as we climbed up the hill
Rudegirl Carol was a mini-skirt girl,
My blurry vision saw nothing wrong.

With the music execution and the talk of revolution,
It bleeds in me
And it goes

Vamos à andança...

Certo dia, quando eu ouvia Rancid ignorantemente, eu cheguei pra um colega e perguntei se ele conhecia a banda. Ele disse que conhecia, mas não gostava, pois pra ele parecia muito "música de skatista". Concordei com ele, mesmo após ter tentado - sem sucesso - converte-lo à fã do Rancid. A constatação, à meu ver, apesar de real, não representa demérito. Não sou nem nunca fui skatista. Mas o "skate" enquanto conceito representa muita coisa positiva, cheia de liberdade, coragem, trasngressividade e juventude. Tudo o que o punk tem de sobra e, com isso, inspira e cria músicas excelentes como essa. Roots Radicals é ainda mais profunda nessa questão jovial, pois nela o Rancid expõe diversas situações que farão muitos adultos darem um meio-sorriso ao olhar pro passado. Observe o começo: "Pegamos o ônibus 60, até o subúrbio de Campbell... Todos os punk-rockers e a lua estavam prontos pra sair, nos cantos esperando por uma chance. Eu comecei pensando... Na verdade eu comecei bebendo. Eu não me lembro muito bem daquele dia, mas ficou engraçado quando ficamos sem dinheiro". Além dessa bagunça-boa inicial, Tim Armstrong solta outros elementos importantes para uma curtição adolescente como: "O ônibus 43 subia a colina enquanto o Reggae tocava no rádio" e "Carol era uma garota brava de mini-saia". Essa aventura pela cidade, rodeada de amigos e de brincadeires de quem tem pouco com o que se preocupar na vida é a idéia saudosa daquela época que vai dos 14 aos 17 anos. Alguma coisa era boa, mesmo se não éramos skatistas. Se fossemos seria melhor ainda. Seria só Rancid tocando, manobras aéreas malucas, cair no chão e dar risada. Tudo isso vem acelerado pela guitarra nervosa de Lars Frederiksen comendo solta e do baixo afinadíssimo do ótimo Matt Freeman. Destaque no trecho do coro "Yeah yeah yeah" com o baixo comendo solto por trás. É legitimamente um "Chute nas raízes". Ouça e me diz se não dá vontade de andar de skate ou de pensar na adolescência com um pouco mais de carinho. Se for os dois, melhor ainda ;)

Nunca ouviu?

Você acaba de sair da escola as 11h da manhã e tem o dia inteiro pela frente. Escute:

Um comentário:

Tábata disse...

Que saudade dos velhos tempos deu agora! mas de um tempo especial, esse que vc se refere, sair da escola às 11h e ter o dia inteiro... eu até andaria de skate viu! hehe

Beijos

gostei bastante da música

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