Mais um livro do Andarilho

Lembre-se amanhã

21/09/2010

Hoje vou pisar em solo sagrado. Essa é uma das bandas tipo "Star Wars", daquelas que, graças aos seus méritos, possui uma legião de fãs que o seguem e idolatram mesmo que alguns episódios não saiam tão bons quanto os originais. Não estou nessa categoria em relação à banda. Em Star Wars sim. Mas quando me perguntam se eu curto Iron Maiden, respondo que fico com os dois primeiros discos. Entenda por quê com essa canção do álbum de estréia deles, auto-entitulado, de 1980. Segue a letra:





Remember Tomorrow
(Di'Anno / Harris)

Remember TomorrowUnchain the colours before my eyes,
Yesterday's sorrows, tomorrow's white lies.
Scan the horizon, the clouds take me higher,
I shall return from out of fire.


Tears for rememberance, and tears for joy,
Tears for somebody and this lonely boy.
Out in the madness, the all seeing eye,
Flickers above us, to light up the sky.


Unchain the colours before my eyes,
Yesterday's sorrows, tomorrow's white lies.
Scan the horizon, the clouds take me higher,
I shall return from out of fire

Vamos à andança...

Conheço dois tipos de reações de público ao Iron Maiden. Os já citado "Star Wars" são os mais conhecidos, afinal, a banda tem renome e respeito, seu líder Steve Harris realmente toca baixo igual um criminoso e o mascote Ed Hunter tem lá sua dose de carisma. O outro tipo de público pode ser qualificado como "Star Trek", adeptos da rivalidade, que acreditam que a Enterprise voa mais rápido do que a Falcon Millenium, ou no caso que sua banda favorita de heavy metal é muito melhor do que Iron Maiden. Eu não me posiciono em nenhuma dessas características. Aliás não sou tão conhecedor da donzela de ferro assim. Tomo como base 3 simples tópicos: 1) conheço os dois primeiros discos, pré-Bruce Dickinson, 2) não curto a fase Bruce Dickinson e 3) fico satisfeito assim. Paul D'ianno é um excelente vocalista e mesmo incapaz dos agudos de seu sucessor, me cativa pela emoção que consegue trasmitir com seriedade. A banda não era até então um heavy metal propriamente dito, e acho melhor assim. Observe essa canção em que ele conduz os acordes suaves da guitarra enquanto recita delicadamente: "Liberte as cores perante meus olhos. Dores de ontem, mentiras de amanhãs. Observe o horizonte, as nuvens me carregam. Eu devo retornar do... Fogo". Aqui merece destaque essa vocalização que traz uma progressão absurdamente viajante na guitarra de Dave Murray. Ela se transforma em uma maquina pesada, quase uma marcha que após passar e destruir tudo, devolve a suavidade à D'ianno para mais alguns versos. Essa progressão alta e baixa continua pela música toda, até uma poderosa acelerada na guitarra que traz um solo excelente. Tudo isso supervisionado de perto, é claro, pelo baixo galopante de Steve Harris, rápido e preciso. Uma canção de primeiro disco vigorosa, capaz de criar mais viagens do qualquer outro sucesso que veio depois na longa trajetória do Maiden ;)

Nunca ouviu?

Lembre-se amanhã de que ouviu hoje. Escute:

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