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Sou um homem em constante dualidade. Metade de mim queria ser um astro do Rock. A outra metade um monge budista. O resultado disso foi um blog que mistura John Lennon e Jesus Cristo e um livro chamado Heróis e Anônimos.

Veja o que você está fazendo comigo

29/08/2010

Em homenagem à conversa de algumas horas - inteiramente dedicadas à Beatles - que tive com meu brother Metal, resolvi postar sobre uma música do disco deles que mais tenho escutado ultimamente. É o "Beatles For Sale", de 1964. Segue a letra:




What You're Doing
(Lennon/McCartney)

Look what you're doing, I'm feeling blue and lonely,
Would it be too much to ask of you,
What you're doing to me?

You got me running and there's no fun in it,
Why should it be so much to ask of you,
What you're doing to me?

I've been waiting here for you,
Wond'ring what you're gonna do,
Should you need a love that's true,
It's me.

Please stop your lying, you've got me crying, girl,
Why should it be so much to ask of you,
What you're doing to me?

What you're doing to me.

Vamos à andança...

Esse álbum me traz uma sensação muito boa sempre que o escuto. Não consigo descrever exatamente a sensação, mas tem uma pontada leve de tristeza. Não uma tristeza ruim que merece ser esquecida, mas uma tristeza bonita, poética. A mesma tristeza presente nesse álbum, em músicas como No Reply, Babys in Black, I'll Follow the Sun e essa caríssima What You're Doing. Não, não estou dizendo que a tristeza é algo bom. Pelo contrário, não há estado de espírito melhor do que a felicidade. Quem é feliz sabe disso. Eu sei. O que tento mostrar aqui é que a tristeza - sentimento inevitável em momentos da vida de qualquer ser humano - pode e deve ser investigada, apreciada e transformada em algo bonito. A música é o melhor exemplo disso e esse disco é uma prova. A fase tristonha dos Beatles iniciada aqui e que aparece em diversos momentos posteriores como no Rubber Soul e Abbey Road, trouxe frutos de valia inestimável. Aqui a bola estava com Paul McCartney que questiona sua amada: "Veja o que você está fazendo comigo. Estou me sentindo triste e sozinho. Seria muito perguntar o que você está fazendo comigo?" Essa estrofe de uma musicalidade graciosa e impecável aparece após a introdução de bateria, presente nos dado por Ringo Starr. Essa bateria bacana aparece no final novamente para nossa alegria criando um dueto excelente com o piano. Entre esses dois momentos há ainda de se destacar os backing vocals tocantes de George Harrison e seu solinho de guitarra, novamente acompanhado do piano. Já as estrofes são cantadas por uma voz adorável de McCartney, transparecendo claramente essa tristeza suave que o aflige, mas que ao mesmo tempo o fez compôr uma obra tão bonita e singela. Outro destaque na letra fica quando ele se declara: "Estive aqui esperando por você. Pensando no que você vai fazer. Se você precisar de um amor verdadeiro, sou eu". Impossível deixar de lado a pausa na instrumentação pro apaixonado "It's meee-eee-eee-eee" que ele solta. Uma canção triste, porém linda. Ou uma canção linda, porém triste, como brincaria Machado de Assis ;)

Nunca ouviu?

Veja o que você está fazendo consigo mesmo! Escute:

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