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Uuuuuh, pela estrada vou eu!

04/08/2010

O conceito desse blog, desde a sua criação foi de falar de músicas que causam viagens nos ouvintes. Dentre muitas músicas postadas - algumas mais, outras menos viajantes - há agora uma que que está entre as mais poderosas nesse quesito. Numa escala de zero à dez, onde dez é o nível máximo de viagem, essa do Creedence está no 10,5. É do álbum "Cosmo's Factory", de 1970. Segue a letra:




Ramble Tamble
(Fogerty)

Move,
Down the road
I go.

There's mud in the water,
Roach in the cellar,
Bugs in the sugar,
Mortgage on the home,
Mortgage on the home.

There's garbage on the sidewalk,
Highways in the back yard,
Police on the corner,
Mortgage on the car,
Mortgage on the car.

Move,
Down the road
I go.

They're selling independence,
Actors in the White House,
Acid in digestion,
Mortgage on my life,
Mortgage on my life.

Move,
Down the road
I go.

Ramble tamble tamble
Ramble tamble tamble
Ramble tamble tamble

Vamos à andança...

Um dos trabalhos mais interessantes que fiz na faculdade foi uma proposta entitulada "A 4ª Dimensão", passado pela professora Rita. Tratava-se da criação de um livro composto apenas por imagens que fosse capaz de criar uma viagem visual forte o bastante para que a mente do leitor se "desligasse" do tempo. Creedence conseguiu isso genialmente em forma de música. Quando Einstein descobriu que o tempo era relativo, era isso que ele queria dizer. De acordo com o disco, Ramble Tamble tem 7:09 minutos de duração, mas de todas as dezenas de vezes que a escutei nunca pude ter certeza disso. Graças à absurdamente poderosa viagem que eles criaram, às vezes a experiência de ouvi-la parece que dura horas; às vezes, mêses. O mérito maior da obra está no timing perfeitamente introsado de seus quatro integrantes. O segundo maior mérito é do mestre John Fogerty, como sempre. Dono de uma voz incrível, mas que não tem grande destaque aqui, ele é também dono da guitarra hipnótica que, essa sim domina boa parte da canção. O timing dá as caras no começo quando a música parte de sua aceleração já rápida para uma maior ainda e no final quando vai ficando cada vez mais lenta. Dessa primeira acelerada surge a guitarra de Fogerty que vai ondulando e criando a tão citada viagem numa pegada que lembra levemente Stairway to Heaven - 4 anos antes, diga-se de passagem. À partir daí é impossível descrever mais. Cada vez que se ouve é uma experiência magnífica diferente. Experimente ;)

Nunca ouviu?

Viaje agora pela 4ª dimensão do Creedence. Escute:

Um comentário:

Renato disse...

Ouvi essa música a primeira vez na estrada, indo pra Riviera de São Lourenço. É uma estrada com uma faixa para ir e outra para voltar, mas ao começar essa música, parece que a rodovia virou uma Auto Estrada com 15 faixas em cada sentido.
Além disso, como foi falado no texto, parece que a música ficou uma hora tocando!
Sensacional

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