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Confusão na floresta

25/08/2010

Sempre fico em dúvida sobre qual música postar do Jethro Tull. Eles têm tantas músicas altamente viajantes que fica difícil escolher uma. Por fim optei por essa - não apenas por ser minha preferida deles - mas também por ser de um álbum menos conhecido, chamado "War Child", de 1974. Segue a letra:




Bungle In The Jungle
(Anderson)

Walking through forests of palm tree apartments
scoff at the monkeys who live in their dark tents
down by the waterhole - drunk every Friday
eating their nuts
saving their raisins for Sunday.
Lions and tigers who wait in the shadows
they're fast but they're lazy,
And sleep in green meadows.

Let's bungle in the jungle
well, that's all right by me.
I'm a tiger when I want love,
but I'm a snake if we disagree.

Just say a word and the boys will be right there:
with claws at your back to send a chill through the night air.
Is it so frightening to have me at your shoulder?
Thunder and lightning couldn't be bolder.
I'll write on your tombstone, "I thank you for dinner."
This game that we animals play is a winner.

Let's bungle in the jungle
well, that's all right by me.
I'm a tiger when I want love,
but I'm a snake if we disagree.

The rivers are full of crocodile nasties
and He who made kittens put snakes in the grass.
He's a lover of life but a player of pawns
yes, the King on His sunset lies waiting for dawn
to light up His Jungle
as play is resumed.
The monkeys seem willing to strike up the tune.

Vamos à andança...

Ao contrário de muitas músicas que já começam arregaçando desde o primeiro segundo, Bungle In The Jungle começa como quem não quer nada. Ah sim, tem um rugido de um leão e sons da floresta, mas a instrumentação vai aparecendo bem suavemente, quase como uma bossa nova. Não demora muito à aparecer a real face do Jethro, quando Ian Anderson começa a recitar os versos cômicos acompanhado por uma guitarra pesada de Martin Barre, além dos baixo e piano precisos. Os versos são longos perfeito na voz afinada de Anderson. A instrumentação é impecável, sobretudo nos menores detalhes, como o violino que acompanha o refrão e o deixa ainda mais emocionante e, por incrível que pareça, na flauta, que apesar de ser tão marcante na banda, aqui fica mais como coadjuvante - mas ainda assim perfeita. O maior triunfo da canção - boa o bastante para ser a minha preferida do vasto repertório da banda - é o ritmo. Cada estrofe traz o mesmo oscilante e alongado ritmo que parece uma declamação de um bardo, é inspiradore de ouvir. O refrão, contituído apenas dos versos: "Vamos bagunçar na floresta - por mim está tudo bem. Sou um tigre quando quero amor, e uma cobra quando discordamos", não deixa por menos e traz um ritmo também empolgante. Viagem o suficiente para sua mente ir parar numa floresta medieval com animais e criaturas místicas. Resumindo, sensacional ;)

Nunca ouviu?

Escolha um animal e boa viagem. Escute:

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