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A Cigana

25/07/2010

Há muitos anos meu grande amigo Cássio me disse que o Deep Purple era uma banda sensacional. Eu duvidei e hoje a posição da banda dentro da minha Tríade Suprema do Rock prova que ele estava certo. Pouco tempo atrás o mesmo amigo me disse que o "Stormbringer" de 1974 era um disco sensacional. Acostumado à fase clássica do Purple, novamente não dei tanto valor à informação dele. Estou aqui pra provar que ele estava certo novamente. Segue a letra:




The Gypsy
(Blackmore/Coverdale/Hughes/Lord/Paice)

Tell me gypsy can you see me
In your crystal ball
I'm asking you what can I do
My back's against the wall
And I can't hold on much longer
So I've come to you my friend
For now my life seems at an end

I came to see you once before
One hundred years ago
You took my hand and broke the spell
That should have let me go
But my years have gone so slowly
So I'm here again my friend
For now my life is at an end

Vamos à andança...

Eu continuaria duvidando não fosse uma obra do destino que me levou a adquirir o CD numa loja da Galeria do Rock. Fui até lá atrás de um álbum raro do ACDC. A loja não tinha esse CD para vender, mas fui tão bem atendido e dei tantas risadas com os vendedores que pensei em procurar outro álbum barato para levar. Ao olhar na prateleira me deparei com "Stormbringer" e logo lembrei dos enormes elogios que meu amigo havia feito com relação ao disco. Comprei e ouvi. Ouvi de novo. E de novo. E de novo. Desde então simplesmente não consigo mais parar de ouví-lo. É simplesmente muito melhor que o disco antecessor, o "Burn" e está quase empatado com meu preferido "Perfect Strangers".



A grande responsável por essas viagens tão absurdas e maravilhosas quanto à capa do disco é a canção entitulada The Gipsy. Ela começa com um riff do grandioso Richie Blackmore, energizado com efeitos do teclado de Jon Lord e a bateria de Paice que introduz a canção prometendo show. Só o riff em si já é capaz de causar excelentes viagens, mas além dele logo aparece meu caríssimo Coverdale nos vocais declamando emocionado a história desse pobre personagem: "Diga-me cigana, você consegue me ver em sua bola de cristal? Estou te perguntando o que posso fazer, pois estou contra a parede". Coverdale é o tempo todo acompanhado suavemente por Hughes o baixista cantor afinadíssimo. Depois desse verso, seu backing vocal ganha mais vida ao tornar-se mais agudo: "E eu não posso aguentar mais muito tempo. Pois minha vida agora está no fim". A instrumentação continua impecável, e o riff de Blackmore à toda emanando viagens aos mais distantes acampamentos ciganos, cheios de festas, alegrias e mistérios. Coverdale continua: "Eu vim te visitar uma vez antes, há cem anos atrás. Você pegou minha mão e quebrou o feitiço que deveria ter me deixado partir. Mas meus anos correram vagarosamente e estou aqui novamente, minha amiga, pois minha vida agora está no fim". Se o riff te leva ao acampamento cigano, o solo que vem a seguir te envolve nas magias e encantos maravilhosos-incompreensíveis como ele próprio. Uma música tão excelente que parece mesmo feita por mágica ;)

Nunca ouviu?

Ciganos dizem que seu destino é ouví-la agora. Escute:

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