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Sou um homem em constante dualidade. Metade de mim queria ser um astro do Rock. A outra metade um monge budista. O resultado disso foi um blog que mistura John Lennon e Jesus Cristo e um livro chamado Heróis e Anônimos.

[JAM] Faça minha neblina ir embora!

12/12/2009

Por Renato Perazza

Alguns meses atrás recebi um convite especial para escrever este post no site do Andarilho, e há muito tempo estou para escrevê-lo. Não estava achando a inspiração, até agora. É com imensa honra que escrevo aqui. Esta música é do álbum "The Southern Harmony And Musical Companion" (1992), da banda The Black Crowes. Uma banda excepcional, com músicas que possuem um ritmo forte e marcante, cheio de floreios das guitarras e vocais, instrumentos de sopro, piano e presença marcante de backing vocals. Segue a Letra:




My Morning Song
(C. Robinson / R.Robinson)

Dizzy found me last night
Saw some kind of new light
I woke up in a whirlwind
Just you watch my head spin
The spectacle that made you cry
It's a thrill a minute plane ride
It's over time at ring side, no lie

March me down to the seven seas
Bury me with a ruby ring
Kiss me baby on an Easter Sunday day
Make my haze blow away

I hide I seek and I find
Truth in a fable faith in a rhyme
So why you want to bad talk me
Are you surprised by what we see?
Like the tables and the tides turn
On my bed the emperor worn
Is that enough for me, could be

March me down to the seven seas
Bury me with a ruby ring
Kiss me baby on an Easter Sunday day
Make my haze blow away

You’re right in my ears
Now for permanent ever gonna be clear
Stick a needle in my eyes
And my whole family goin’ to ask you why

If music got to free your mind
Just let it go cause you never know, you never know
If your rhythm ever falls out of time
You can bring it to me and I will make it alright
And if your heart is beating free
For the very first time it'll be alright
And if your soul is let go
Oh you never know, no you never know

Vamos à andança...

Ainda não sei muito bem porque escolhi escrever sobre esta música. Não sei se foi por causa do Black Crowes, uma das minhas bandas de cabeceira, se foi pelo ritmo intenso e musicalidade desta obra-prima, ou se foi pela letra dela, que é um tanto reflexiva. Mas de qualquer forma é a música que me tem feito viajar ultimamente. Bom, a música começa bem suave, uma batida por acorde na guitarra, como se fosse um aquecimento da música. Até que entra o belo riff de Marc Ford ditando a levada da música, e logo Chris Robinson solta sua voz fina, mas marcante e levemente rouca. Particularmente o primeiro refrão da música retrata um experiência que já tive, ou melhor, que todos têm algum dia, já que ele diz: “Me acharam tonto ontem a noite, eu vi algum tipo de nova luz, e hoje acordei num redemoinho” (ressaaaaaaaca!). Em outras palavras, é a noite de bebedeira, que inclusive tem uma emoção similar “a um passeio de avião”, algumas vezes cheio de turbulências. Logo depois da primeira estrofe já entra o refrão, muito intenso, com as backing vocals marcando presença (arregaçando pra falar a verdade) e o Chris Robinson fazendo seus tradicionais floreios. Mesmo perto de todo o clímax do refrão, a letra não fica desapercebida: “Me leve aos sete mares, me enterre com um anel de rubi”, o que mostra que mesmo na morte as pessoas querem manter sua dignidade, afinal, a morte não leva embora nossa história nem o respeito que merecemos. “Me beije num domingo de páscoa, faça minha neblina ir embora!”. Destaque especial aqui pras backing vocals que seguram o “AWAAAAY” com todo seu fôlego. Na segunda estrofe tem um verso muito bonito: “Eu acho a verdade numa fábula, fé numa rima”, eu fico imaginando quão pura é uma pessoa que acredita em fábulas, ou quão sábia é que acha as verdades que as fábulas nos contam metaforicamente. Depois do segundo refrão vem o solo de guitarra, com um teclado de leve no fundo, seguido por uma pausa na intensidade da música, um momento de calma, para relaxarmos e recupar o fôlego depois de tanto vibrar com refrão intenso e um solo viajante. E é nesse exato momento de calma que Chris Robinson nos põe para refletir: “Se a música tem que libertar sua mente, deixe fluir” e “Se seu ritmo alguma vez sair do tempo certo, pode trazer pra mim que eu conserto” afinal de contas, é o Black Crowes. E complementa com algumas frases que não estão na letra: “Deixe seu coração ir, deixe sua alma ir”, exatamente o que acontece quando ouço essa música, meu coração bate mais forte pela emoção, e minha alma viaja pra longe, voltando lavada e mais iluminada depois da euforia dessa canção.

Obs: Sei que usei a palavra “intenso” diversas vezes, mas essa música é isso aí, INTENSA ;-)

Nunca ouviu?

Deixe a música libertar a sua mente! Escute:

Um comentário:

Andarilho disse...

Cara já quero fazer um comentário logo de cara. Primeiro te agradecendo pela colaboração, é uma honra ter no acervo agora um texto seu, que é um cara com gosto musical refinado além de grande brother. Sobre essa música, ou melhor, essa obra de arte, não tenho nem o que falar... Black Crowes é uma das bandas que mais escuto ultimamente e graça a você pude ter acesso à esse CD sensacional. Além disso queria destacar que quando uma música te faz viajar, e ela sabe disso (como é o caso aqui, pela letra) ela ganha pontos comigo. Ou seja, essa múcia não é nota 10, ela é 11,5. Abraaaaaaaaaços, mestre.
Andarilho.

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