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Jackie Chan cantor ilustra o que é maestria artística

24/08/16

Ícones das Artes Marciais no cinema já lançou 11 discos


Pode falar. Por essa você não esperava.

Você com certeza conhece o Jackie Chan. O cara que protege os indefesos nos filmes. Que luta contra dezenas de capangas. Que escala paredes. Que dá saltos mortais. Que, ao contrário de outros astros da ação, também apanha e também sabe sorrir.

Jackie Chan é o cara que a maioria dos garotos gostaria de ser. Carismático, corajoso e bom de briga.

Eu pelo menos queria ser assim.

Talvez tenha sido por isso que, aos 13 anos, comecei a treinar Kung Fu.

Logo de cara descobri que o Kung Fu não ia me tornar capaz de bater em 10 caras ao mesmo tempo. Nem que ia me ajudar a sobreviver se eu caísse do alto de um prédio. Enquanto treinava, percebia que a verdadeira essência da coisa era completamente diferente. Tudo estava relacionado à entrega, ao momento. Eu não precisava chutar na altura do rosto do Yao Ming. Contando que eu chutasse na altura do Tyrion Lannister serviria, desde que eu o fizesse completamente atento, 100% concentrado.



Cada movimento, por mais simples, devia ser preciso, completo e perfeito.

Para isso eu precisava estar presente.

Essa era a maestria da arte marcial.

E a coisa ia ainda mais além. Enquanto eu amadurecia como pessoa, percebi que essa maestria não era exclusiva do Kung Fu. Era algo necessário para a vida. O que quer que eu fosse fazer - um curso, uma viagem, um jantar - deveria ser feito com a mesma entrega, com a mesma beleza.

É o que o Caminho do Guerreiro Pacífico chama de "satori". A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen chama de "algo". E o filme Herói chama de "objetivo máximo do guerreiro", que não poderia ser outro que não a paz.


Pensando nisso não é de se surpreender que Jackie Chan seja um grande cantor.

Temos uma imagem tão forte do artista marcial em seus filmes de ação que jamais imaginamos o que mais ele poderia ser.

E alguém que conhece a maestria pode ser o que quiser.

O que quer que alguém como Jackie Chan se proponha a fazer será bem feito. Se ele decidisse, por exemplo, cultivar batatas, é fácil dizer que seriam batatas, no mínimo, boas.

Pode até ser que o que ele decidisse fazer não tivesse um grande sucesso de crítica ou de público, mas seria um sucesso em seu objetivo principal: treinar sua mente.

E é assim que Chan seguiu sua carreira paralela de cantor de música popular chinesa.



Tudo começou nos anos 80, quando o ator decidiu incluir alguns números musicais cantados por ele próprio nos créditos de seus filmes. A experiência foi tão boa que Chan acabou lançando seu primeiro disco em 1984.

Desde então, Chan lançou nada menos que 11 álbuns de estúdio e mais uma porção de compilações e participações especiais, ultrapassando a centena de canções gravadas em diferentes idiomas como mandarim, cantonês, japonês e inglês.

O estilo de canção que Jackie costuma gravar são sempre temas românticos com pitadas de Rock oitentista e muito Pop meloso. É o tipo de música que classificariamos como músicas para Karaoke e que nossos hermanos colombianos chamam de "Música para passar roupa" - daquelas que todo mundo reclama quando ouve, mas sabe de cor quando toca em alguma festa de formatura.


Quem conhece um pouco da filmografia do carismático artista, sabe que o total de filmes que ele estrelou já passou de 150, o que mostra que o cara tem uma bela dedicação ao que gosta de fazer.

Quantas vezes você não deixou um projeto pessoal de lado alegando ter falta de tempo?

Acredito de coração que o fato de Jackie Chan ter conseguido ser tão bem sucedido em seus filmes e músicas é o fato de ele ter feito tudo com carinho e dedicação. Não me surpreenderia se eu descobrisse hoje que ele nunca buscou a fama que tem. Dominante pleno da maestria marcial, ele provavelmente apenas fez tudo com aquela entrega característica de quem constantemente treina sua mente e, portanto, domina a arte que se propõe a fazer.

Coisa de quem atingiu o objetivo máximo do guerreiro e agora está em paz com o mundo.

Que a carreira musical e cinematográfica de Jackie Chan nos sirva de exemplo para o que gostaríamos de fazer. Onde há dedicação e entrega de coração, há a beleza ;)

[CONHEÇA] Grandioso clipe de Grandphone Vancouver reúne diversas referências da música pop

15/08/16

O vídeo já tem alguns anos, mas como praticamente ninguém a quem eu mostrei conhecia - tanto a música quanto o clipe - achei correto colocá-lo na sessão [CONHEÇA] para que os leitores interessados possam ir atrás dessa banda que, além de fazer boa música, é também criativa na hora de criar seus vídeos.

Grandphone Vancouver é um projeto do músico Fernando Ventura. Conheci o vídeo pelo qual o artista ganhou diversos prêmios numa aula de um curso de cinema. A lição que o professor queria passar era a de que o mais importante de tudo num projeto audiovisual é a ideia. Equipamentos são possível de serem comprados ou alugados e, com algumas aulas, é relativamente fácil aprender a operá-los. Mas de nada adianta a melhor câmera ou a lente mais incrível se você não tiver material bom para captar.

Para exemplificar, ele nos mostrou Miss Me, canção do Grandphone.


[LANÇAMENTO] Amanecer consolida identidade e poder da Bomba Estéreo

26/07/16

Novo disco do grupo colombiano tem como ingrediente chave a dança e a alegria

"Eu não tenho visto nem passaporte válido
Mas quero que minha música chegue a outro continente
Aos que falam inglês
Aos que não a entendem
Se eu não posso viajar, que a música o faça"

(Bomba Estéreo - Raza, 2008)


[SHOW] Matanza e Rats, provas de que a música pode te surpreender para o bem e para mal

18/07/16

Matanza Fest aconteceu em São Paulo, dia 16/07/2016

Quando alguém pensa que já viveu todas as possíveis variáveis que envolvem um show musical, o destino vem e mostra, implacável como sempre, que há sempre como se surpreender, seja positiva ou negativamente.

Achei que ia conseguir conferir pela primeira vez um show do Matanza, banda que, apesar de não estar entre as minhas favoritas, é uma que respeito bastante não só pelo lado musical em si como pela legião de fãs fiéis que ela conquistou ao longo da carreira.

Matanza. Foto: Divulgação

[CONHEÇA] Doctor X lança clipe para seu single A Viagem

10/07/16

Doctor X é uma criação de Caio Ricardo, músico e compositor autodidata do interior de São Paulo, que toca guitarra desde seus 12 anos de idade. Passando por várias bandas de Rock and Roll e compondo durante a adolescência, começou a tocar profissionalmente aos 21 anos em bares e pubs de São João da Boa Vista e Região.


Viver minha vida

13/06/16

Alguns dias no lugar mais bonito do mundo com as músicas mais alegres que existem

Peço desculpas ao leitor que, apesar das inúmeras dificuldades, distrações e artigos interessantes, ainda insiste e acredita no meu blog. Tenho tido um pouco de dificuldades de postar com regularidade, devido à um curso que estou fazendo, além dos sempre presentes projetos paralelos. Um deles é o meu segundo livro que, se Deus quiser, chega no ano que vem.

Sem filtro. Sem Photoshop.

Mas como a música não pode parar (ela pode até ficar lenta, mas nunca parar) vou falar dessa canção que já era para ter sido postada há muito tempo.

[SHOW] Limp Bizkit faz viajar e mostra por que é um ícone do New Metal

27/05/16

Show do Limk Bizkit em São Paulo, dia 26/05/2016

Já vivi o suficiente para saber que as experiência mais inesperadas são as mais memoráveis.

É por isso que esse show do Limp Bizkit vai ficar para sempre na minha memória como um show especial.

Freddie Durst no palco do Espaço das Américas. Foto: Denis Ono / Divulgação

[SHOW] Todos os dias as Velhas Virgens salvam minha vida

23/04/16

Show das Velhas Virgens no Rock Club, em São Bernardo em 20/04/2016

Eu tinha 18 anos quando conheci as Velhas Virgens. Foi com o disco "Abre Essas Pernas ao Vivo". Meu conhecimento musical não era grande e me surpreendi com a habilidade daqueles caras em fazerem música boa e falarem abertamente de coisas que eu tinha vergonha de comentar com qualquer um.

Estar na seca, sexo anal, tocar bronha ou siririca, sentir atração (e culpa) pela sogra ou pela cunhada... Aquilo tudo era um tabu grande demais não só para mim, mas para o mundo em geral e era reconfortante saber que alguém falava daquilo como se fosse um assunto tão normal quanto, de fato, deveria ser.

Velhas Virgens no Rock Club. Foto: Felipe Andarilho/Divulgação

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