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Tem graça ir no show do Metallica 5 vezes?

28/03/2017

Qual o segredo do Metallica (e outros nomes do Metal) que batem cartão no Brasil?

Outro dia eu estava aqui trabalhando e, como acontece muitas vezes, estava ouvindo a Kiss FM. Na ocasião quem comandava o programa era o locutor Rodrigo Branco. Admiro bastante o trabalho do apresentador e, em geral, gosto de muitas observações que ele faz sobre o Rock e a música em si. Entretanto, um comentário que ele fez me chamou a atenção.

Metallica, o favorito dos festivais mercenários. Foto: Divulgação

Enquanto lia mensagens de ouvintes e falava sobre algumas atrações do Lollapalooza 2017, o locutor fechou com a seguinte frase: "Bom, estarei lá para ver o Metallica. De novo".

Não é novidade que o Metallica é a menina dos olhos dos organizadores de grandes eventos musicais no Brasil. Antes uma pérola do Rock in Rio, o Metallica foi agora "descoberto" pela organização do Lolla. Contando com essa aparição neste ano, o grupo de James Hetfield e companhia já visitaram o Brasil nada menos que 9 vezes. Nos últimos 6 anos a banda esteve no Brasil 5 vezes. Como uma namorada ciumenta, os caras não dão nem tempo da gente sentir saudades.

Chutando que esses 5 últimos shows não foram compostos exclusivamente por pessoas novas, posso concluir que boa parte do público é como o meu caro apresentador Rodrigo Branco, que está vendo seus ídolos de novo. E de novo.

E não vou nem entrar no mérito dos preços dos ingressos. Não ainda.

(Mas você pode ler algo sobre isso aqui)

Hardwired... To Self-Destruct, o último e muito bom disco do Metallica. Foto: Reprodução

Não tenho nada contra o Metallica. Aliás você pode reler esse texto substituindo o nome da banda por Iron Maiden, Slipknot, dentre outros favoritos de eventos que dá no mesmo. Na verdade, até gosto bastante do Metallica. Acho os caras bons, estão sempre na ativa, se preocupam com inovações (nem sempre vistas com bom olhos, infelizmente) e possuem uma presença de palco inegável. O ponto que eu quero chegar é: essas bandas são boas? São. Não tem mais nada para provar? Não. São lucrativas? Sem dúvida. Mas será que eles precisam marcar presença em todo grande evento obrigatoriamente? De acordo com o público, parece que sim. Mas afinal, qual a graça de ver um show do Metallica 5 vezes? Por que não pensar em outros nomes que poderiam trazer não apenas grande público, mas uma novidade de fato. Ok, tudo bem. Bandas que enchem estádio com garantia vitalícia como Red Hot Chili Peppers, Bon Jovi, U2, Roger Waters, Paul McCartney, Aerosmith e Guns'N'Roses já vieram ao Brasil incontáveis vezes. Mas qualquer uma delas veio menos vezes que o Metallica. Seria o bastante para considerarmos uma novidade. Então por quê insistir tanto neles?

Talvez eu me pergunte isso porque não sou aquele fã alucinado pelo Metallica. Na minha coleção de mais de 400 CDs, não tem nenhum deles, mas não troco de rádio quando eles começam a tocar. Na verdade se for uma pedrada das clássicas como One ou Unforgiven a probabilidade maior é que eu até aumente o volume e sacuda a cabeça. Até ouvi o último disco deles, o Hardwired to Self Destruct, e gostei bastante. Respeito os caras, sem dúvida. Mas nunca fui em nenhum show e não iria, exceto talvez se eu ganhasse um ingresso.

Beatles. Será que eu conseguiria ver 5 vezes? Foto: Divulgação

Ainda assim, tento fazer um paralelo com bandas que eu gosto para ver se eu faria o mesmo que os fãs fazem pelo Metallica. Será que eu iria 5 vezes e investiria uma soma de mais ou menos R$2.500 no show de bandas como, por exemplo, Oasis, Red Hot Chili Peppers e ACDC?

Destas, Oasis é a única atualmente impossível de conferir. Tenho vários discos deles e um carinho enorme pela banda graças à sua importância na minha adolescência e dos meus melhores amigos. Já fui num show deles com estes mesmos amigos e me diverti bastante. Se eu iria outra vez caso eles voltassem? Depende muito do preço do ingresso, mas do jeito que as coisas andam a resposta mais óbvia é: não. 5 vezes então? Com as devidas desculpas aos irmãos Gallagher, mas... Uma vez foi suficiente.

Red Hot Chili Peppers. Vieram ao Brasil 6 vezes na vida. Não tanto quanto Metallica e os medalhões do Metal. Infelizmente nunca fui em nenhuma vez. Sinto falta e tenho um compromisso comigo mesmo de vê-los pelo menos uma vez, não importa o preço cretino do ingresso. Trata-se de uma banda da vida e que vem muito pouco para cá, então eu faria, sim, um esforço. 5 vezes? Nem que Flea e Kieds lutassem boxe com cacos de vidro colados na luva.

ACDC. Todos os dias me dou 3 chibatadas nas costas por ter perdido o show deles em 2008, na turnê Black Ice. Estava caro e eu estava duro, mas devia ter ido mesmo assim. Hoje a banda perdeu os mestres Malcolm Young, Brian Johnson e Cliff Williams. Para piorar manchou seu hall de heróis com a presença de Axl Rose nos vocais! Pensando bem, acho que não iria no show deles nem pela primeira vez...

ACDC com Axl Rose. Sério, quem teve essa ideia? Foto: Divulgação

Agora vamos apelar para Beatles. A maior banda da história. Será que nem eles eu veria 5 vezes? Sendo bastante honesto, se fosse para ver o que eu vi em todos os seus shows já registrados em vídeo, com certeza não. Eram todos shows de 30 minutos cheios de gritaria histérica e uma repetição incansável de singles grudentos como She Loves You, Love Me Do e I Want to Hold Your Hand. O melhor dos caras nunca foi tocado num show. Nos dias atuais já vi um show do Paul McCartney. Perdi outros, mas não senti falta. Uma vez foi suficiente até para preservar a magia de ver uma lenda como ele.

E o Metallica lá, enchendo estádios ano após ano. Com fãs vendo seus shows repetidamente. Sério. Qual a graça?

Enquanto matutava sobre o motivo que levaria alguém a ir tantas vezes no show de uma mesma banda, não importa o preço cretino dos ingressos, me perguntava qual o segredo do Metallica. Será que eles não tinham cometido nenhum deslize na carreira? Nunca lançaram um disco ruim? Nunca deram um tempo? Nunca faltou uma verba de marketing?

Talvez seja essa a grandiosidade da banda, afinal. Equilibrar as insondáveis variáveis do mundo da música e da fama. Ao contrário dos Oasis, Red Hot, ACDC e Beatles, os caras não perderam (tantos) integrantes, não pararam de tocar e continuaram com uma qualidade musical minimamente aceitável. Ou talvez os fãs desse tipo de banda sejam menos questionadores. Ou talvez eles não escutem bandas novas e, sendo o Metallica o único dono de seus corações, é também a única razão para eles irem a um show. Ou talvez o marketing do Metallica é que seja muito forte, afinal os caras sempre estiveram associados à lucro, seja em eventos, seja em produtos.



Ou, com certeza mais certo do que todas estas hipóteses, eu é que sou o problema por não gostar tanto do Metallica quanto seus fãs.

Enfim.

Seja qual for o segredo do Metallica, certamente não irá parar por aqui. Com o Lollapalooza - outrora um estandarte da música nova e independente - agora atingindo recorde de público graças à eles, tenho certeza que nos próximos 10 anos teremos pelo menos uns 8 shows dos caras, alternando Rock In Rio e Lollapalooza com outras apresentações solo. E os fãs sempre lá. De novo e de novo.

É a vida.

Um mestre uma vez me disse e eu devia ter entendido... Por mais que tentemos entender, algumas questões permanecerão, invariavelmente, sem explicação ;)

Magic! mostra que Rock vai bem com Reggae

25/03/2017

Bob Marley, se estivesse vivo e num momento de sobriedade (ou mesmo chapado), certamente exibiria um sorriso ao conhecer o som da Magic!

Magic! Foto: Divulgação

A mistura entre Rock e Reggae não é novidade.

Canções do Bob Marley foram regravadas por dezenas de bandas de Rock, ao exemplo de I Shot de Sheriff, que ficou ainda melhor nas mãos de Eric Clapton. Até os Beatles, lá nos anos 60, já flertavam com o ritmo, experiências que resultaram em canções como She's a Woman e Ob-la-di Ob-la-da.

Mas ainda assim não deixa de ser admirável a capacidade de misturar os ritmos de forma bem-feita. Dar uma cara moderna para essa fusão de gêneros torna o ato ainda mais especial. É o que a banda canadense Magic! tem feito.



Em 2014, há apenas 3 anos, o primeiro single dos caras, Rude, já mostrava que a banda dominava não apenas a mistura, mas a mágica - como sugere o nome da banda - de criar canções grudentas. É fácil ouvir uma única vez e já sair cantando "How can you be so rude?" num ritmo gostoso e divertido. Essa canção ficou em primeiro lugar nas paradas de vários países, incluindo nos Países Donos da Verdade (entenda-se EUA e UK), o que não deixa de ser uma pequena honra para o renegado Canadá. Lembro de ter ouvido bastante essa música enquanto vivi na Austrália entre 2013 e 2014. Na época achei que era só mais uma música boa de alguma One-Hit Wonder. Eu, como incontáveis vezes na vida, estava errado. Logo Magic! lançou também Let Your Hair Down, numa levada mais suave e romântica, mas ainda assim revigorante.

Graças ao Spotify tive a oportunidade de conferir o disco inteiro dos caras e, tenho que admitir, que não gostei tanto da obra completa. Salvando-se 3 ou 4 canções, o disco não vale uma aquisição, com várias faixas em que o grupo se perde num pop chato e sem vida. Seria melhor ter se aprofundado cada vez mais no Reggae, pois é daí onde saem as melhores canções da banda. É o caso de uma terceira pérola - esta talvez a mais valiosa de todas. No Way No. Dá uma escutada:



Essa é uma obra das boas. Daquelas músicas raras de achar. Que conseguem encontrar o equilíbrio dificílimo entre arte e comércio. Nada contra Rude, muito pelo contrário. Adoro aquela primeira canção também, mas No Way No consegue ter uma pegada mais autoral. Tem um ritmo mais envolvente, viajante e um solinho delirante, atributos que a impedem de ser excessivamente grudenta. É a obra-prima do disco e se eu acabei de escrever que não vale a pena comprá-lo, eu provavelmente estou, mais uma vez, enganado, graças à No Way No. Essa música vale ouro.

Além de mandar bem na produção dos vídeos promocionais, sempre com uma pegada bem humorada, o Magic! não parou nunca de trabalhar nas músicas.

Em 2016 veio ao mundo o segundo disco, "Primary Colours". Nele, já posso destacar mais uma canção de valor inestimável. Chama-se Lay You Down Easy:



Mais uma vez aqui fica evidente a maestria com que Rock e Reggae brincam numa fusão perfeitamente construída. Ritmo empolgante. Instrumentação impecável. Destaco também a voz do cantor Nasri Atweh que tem uma afinação poderosa e carismática, atributos que só contribuem para a imagem que a banda prega de tranquilidade e bom humor. É o Reggae em sua essência. Bob Marley ficaria certamente orgulhoso.

Magic! é uma banda na qual vale a pena prestar atenção. Está em dúvida? No Way No! Ouça, deixe os problemas de lado e abrace a causa da paz e amor por um mundo em que contas, reuniões e aplicativos poderiam muito bem dar lugar para a uma tarde com amigos, risadas e descontração ;)

Músicas de Andarilho - 8 Anos de Andanças

17/03/2017

No dia 10/03/2017 o blog Músicas de Andarilho completou nada menos que 8 anos de vida.

É um período considerável, já que a expectativa de vida dos blogs costuma ser menor que isso.

O blog mudou muito ao longo desse tempo. Nasceu de um período complicado, como uma forma de sublimação. Eu falava de músicas que me faziam viajar e isso de alguma forma me ajudava a tocar melhor a vida. Começou cheio de regras e manias. Era tudo em preto e branco, num parágrafo só. Eu achava que o estilo (ou falta de) ia atrair leitores.



Aos poucos fui abrindo a mente e me libertando das regras auto impostas. Comecei a falar também dos muitos shows que eu ia. Percebendo que a música estava muito mais inserida na minha vida do que eu imaginava comecei a falar também de filmes, lançamentos, livros e outras coisas que envolvessem uma trilha sonora boa e viajante.

Nos primeiros anos do blog eu postava com uma regularidade assustadora. Eram cerca de 3 textos por semana. Quando os textos começaram a ficar mais elaborados, porém, a média caiu para 1 artigo por semana. Atualmente o blog vive uma frase ruim, admito, com 1 texto por mês. Em minha defesa, digo que tenho priorizado textos mais elaborados e relevantes do que análises isoladas de uma única canção.

Mas o mais curioso de tudo é que, tanto no começo, quando eu escrevia mais, quanto agora, com textos mais espaçados, o blog mantém um certo número de leitores. Nunca foram muitos, mais uma vez admito, mas é interessante notar que o número de visitantes se mantém constante. Parece que sempre há alguém conhecendo o blog e navegando por suas páginas. Fico feliz com isso. E feliz também quando percebo que textos antigos aparecem entre os mais lidos. Isso me mostra mais uma vez que o blog não tem idade. O texto é, como sua matéria-prima, a música, atemporal. Você pode ler qualquer texto do blog à qualquer momento. Nesses 8 anos o Músicas de Andarilho nunca viveu do hype. Nunca dependeu do assunto da moda. Aliás nunca dependeu de nada, além do meu tempo. Não ganho dinheiro com o blog, admito uma terceira vez, e nunca esperei ganhar. Essas propagandas que você vê acima são do meu próprio livro.

Livro Heróis e Anômicos, um dos prêmios que tive que com blog.

O volume de textos ajuda o blog a manter-se vivo, mesmo com poucos textos novos. Nesses 8 anos foram 665 textos e, orgulho-me em dizer que, com exceção de alguns releases enviados por bandas, todos são 100% originais, saídos diretamente dessa cabeça Andarilha que, por algum motivo ainda persiste na escrita.

O blog já adquiriu uma certa autonomia. Isso é o que me deixa mais satisfeito depois de 8 anos. E já que tudo isso se deu pro conta de seus textos, vou deixar aqui alguns links para textos antigos e que têm recebido muitas visualizações desde que foram para o ar:

As 10 Músicas Mais Viajantes da História
Texto que fiz com a intenção de reunir as 10 canções que, desde a primeira escutada, me fazem viajar de maneira absurda. 2º texto mais lido do blog.
Publicado originalmente em setembro de 2014.

Tears for Fears - Woman in Chains
Engraçado notar que, quando estou escrevendo sobre alguma canção específica, fico às vezes preocupado se vou atingir vários leitores. Textos como esse do Tears for Fears me mostram que, fãs sempre encontrarão caminhos até o conteúdo. Um dos textos que mais têm feito sucesso nos últimos meses.
Publicado originalmente em junho de 2013.

O Rock Está Morrendo e o Roqueiro está Assistindo
Artigo que escrevi tentando fazer um diagnóstico sobre o cenário do Rock atual. Todos sabem que o Rock já teve seus anos de glória. Porém, descobri que, pasmem, a culpa é toda do próprio Roqueiro.
Publicado em agosto de 2015.

O Rappa - Cristo e Oxalá
Fico feliz em perceber que não sou o único a acreditar que Deus é uma mesma coisa para todos, não importa o caminho ou a relação de cada pessoa com Ele. Nessa canção, O Rappa mistura Umbanda com Cristianismo para mostrar que, independente de como o chamemos, Deus está ali, nos protegendo e guiando.
Publicado originalmente em novembro de 2011.

E Aí Meu Irmão, Cadê Você?
Até eu me surpreendi agora. Esse texto é uma resenha sobre um excelente filme dos irmãos Coen, no qual a música é o personagem principal. Por se tratar de um filme cult e pouquíssimo conhecido, não esperava que seria tão procurado. Que bom.
Veio à luz em julho de 2012.

Tim Maia
Resenha do maravilhoso filme do Tim Maia. E, sabendo-se que se trata de Tim Maia, tinha como ficar ruim?
Texto publicado em novembro de 2014.

Jorge Ben - O Homem da Gravata Florida
Jorge Ben é mestre. Disso eu sabia. O que eu não sabia que é o meu leitor também acha isso. Quase todos os textos sobre suas músicas estão entre os mais lidos. Tive que escolher apenas um para ele não dominar o ranking. Peguei O Homem da Gravata Florida simplesmente por que essa é uma música inspiradora. Sempre que a escuto tenho vontade de viver o momento ao máximo para tentar, como o mestre, admirar cada pedaço, cada segundo de vida.
Publicado em Março de 2013.

Johnny Cash - Hurt
O grande campeão do blog. Foi com ele que tudo começou. Um dos meus primeiros textos, publicado numa época em que o blog não tinha Facebook, nem qualquer outra forma de alavancar as postagens. Como o Homem de Preto o texto foi silencioso e certeiro. Disse o que tinha para dizer à quem quisesse ouvir. E até hoje, 8 anos depois de sua postagem, é indiscutivelmente o texto mais acessado e lido, com mais de 3.000 visualizações únicas. Trata-se de Johnny Cash. Não, não é surpreendente.
Campeão desde abril de 2009.


Mestre.

Obrigado à todos os leitores que, há 8 anos, seja de forma assídua ou de forma totalmente aleatória, acompanham o blog de alguma forma.

Tudo de Rock para vocês ;)

Felipe Andarilho

[CONHEÇA] Posada lança "Isabel", seu primeiro disco solo

01/03/2017

Carlos Alberto Posada é filho de mãe brasileira e pai argentino, nascido na Suécia, crescido em Pernambuco e radicado no Rio de Janeiro desde 2003. Iniciou na música por volta de seus 15 anos. Em 2013 lançou seu primeiro álbum “Posada”, que foi disponibilizado​ ​para​ ​download gratuito. “ISABEL”, seu segundo álbum de estúdio, é um convite íntimo para adentrar o universo cotidiano do autor sem nenhum filtro: da maneira mais sincera possível.

Capa do Disco "Isabel" (Foto: Daniel Terra / Divulgação)

O disco traz a voz única do ​"​cantautor​"​ e os violões de Posada e Rodrigo Garcia sem interferências, sem efeitos e sem edição: um ‘fotograma’ bruto do momento em que as canções foram registradas.

Contando​, ​ainda​,​ com as participações especiais dos artistas Chico Chico (​"​Efeitos Especiais​"​) e Duda Brack (​"​Remoendo​"​) e dos músicos Ismael Alves (​s​anfona em ​"​Sertão Alegre​"​) e Jander Ribeiro (​v​iola caipira em ​"​Remoendo​"​, ​"​Castanho​"​, ​"​Cartão de Visita​"​ e ​"​Sertão Alegre​"​), o disco foi mixado por Rodrigo no estúdio AVERA (RJ),​ em novembro de 2016, e masterizado por Ricardo​ ​Garcia no​ ​estúdio Magic Master (RJ), em dezembro de 2016.

Ouça agora pelo Spotfy clicando no link abaixo:

https://play.spotify.com/album/63DiCkKmYSZBaaOpG2IYES

Animes e suas músicas inesquecíveis

16/02/2017

Há algumas vidas atrás eu fui um fã incondicional de desenhos japoneses, também conhecidos como Animes.

Eu conhecia todos os desenhos que passavam na TV, sabia os nomes dos personagens, suas histórias e super-poderes. Eu os desenhava, pois naquela vida lá atrás eu sabia desenhar bem à mão. Eu tinha também um caderno onde anotava tudo sobre tais desenhos. Cada Anime novo trazia uma série de anotações sobre o criador daquela pequena obra de arte, o horário que passava e trechos importantes da história.


O melancólico fim das lojas de CDs

26/01/2017

Há mais de 10 anos atrás lembro de ter lido uma nota sobre o fechamento da última loja Virtual Music, uma rede de lojas nos principais pontos de São Paulo, incluindo grandes shoppings centers. Quando se preparava para fechar sua última porta, algum diretor ou responsável da marca alegou que o fim da empresa se dava, principalmente, por causa da pirataria e do monopólio de grandes lojas de departamentos que vendiam CDs à preços de banana.

Loja de CDs, uma espécie em extinção

Documentário conta de forma competente a história do Heavy Metal brasileiro

09/01/2017

Brasil Heavy Metal foi produzido com financiamento coletivo e chegou à nós por pura paixão

Em 2015, Ricardo Micka Michaelis, dono da produtora IdeiaHouse anunciou o projeto de financiamento coletivo para finalização do documentário Brasil Heavy Metal. De acordo com o produtor e músico, o filme já estava em fase de pós-produção e havia sido, até então, idealizado com verbas próprias da produtora. A ideia com a campanha era cobrir os custos finais. Um projeto ambicioso que não poderia ter sido sequer pensado por alguém que não fosse apaixonado pela ideia.


2016: um ano de perdas e de ganhos

30/12/2016

Mais um ano se encerra. Um ano estranho, diferente, certamente duro, mas nem de todo ruim. Principalmente quando ouvimos a música.

2016 está chegando ao fim. Basta ler alguns comentários nas redes sociais para perceber como o ano foi extremamente duro para a maioria do pessoal.

Não é de se estranhar. Patinamos na crise sem sair dela. Trocamos de presidente. As manobras políticas foram praticadas em nível extremo. Trump foi eleito e o dólar subiu.

Bob Dylan, prova de que também houveram coisas boas em 2016.

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